O mercado de suplementos alimentares no Brasil vem ganhando um novo perfil de consumidor: pessoas acima dos 40 anos, que passam a impulsionar o crescimento da categoria com foco em saúde preventiva, longevidade e qualidade de vida.
Segundo estimativas do IMARC Group, o setor movimentou cerca de US$ 3,9 bilhões em 2025 e pode alcançar US$ 9,5 bilhões até 2034, mantendo crescimento médio anual acima de 10%.
No Brasil, a projeção é de expansão anual de 9,5% até 2036, posicionando o país entre os mercados mais relevantes do mundo para a indústria de suplementação.
O avanço acompanha mudanças no comportamento de consumo e no envelhecimento da população.
A suplementação, antes mais ligada a estética e performance esportiva, passa a ocupar espaço na rotina de consumidores que buscam prevenção, bem-estar e envelhecimento saudável.
Dados da Vhita, marca brasileira focada no público 40+, mostram que cerca de um terço da base começou a consumir suplementos apenas após os 35 anos.
Segundo Leonardo Tonini, cofundador e CEO da Emerge Ventures, fundo investidor da marca, esse público possui maior recorrência de compra, menor sensibilidade a preço e perfil mais criterioso na escolha dos produtos.
Entre os fatores mais valorizados aparecem qualidade dos ingredientes, transparência, praticidade de consumo e credibilidade da marca.
A mudança também vem influenciando o desenvolvimento de produtos.
Categorias como ômega 3, magnésio, whey protein, colágeno e antioxidantes ganham espaço entre consumidores maduros, enquanto soluções que unem praticidade e funcionalidade avançam dentro do portfólio das empresas.
A Vhita, por exemplo, alcançou run rate de R$ 100 milhões em 2025, crescimento significativo em relação aos R$ 25 milhões registrados no ano anterior.







