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Carne suína vira eixo estratégico da Frimesa e sustenta avanço em ESG

Com mais de 3 milhões de suínos abatidos em 2025, a Frimesa consolidou a carne suína como principal negócio da cooperativa. Segundo o Relatório de Sustentabilidade da empresa, a área de carnes respondeu por 76% do faturamento, somando R$ 5,4 bilhões, enquanto a industrialização chegou a 369 mil toneladas de produtos suínos.

A operação é apoiada por três frigoríficos dedicados à proteína, com capacidade combinada de 23 mil suínos por dia após a expansão da unidade de Assis Chateaubriand.

Para a cooperativa, o desempenho reflete uma combinação de escala industrial, ganhos de produtividade e acesso a mercados mais exigentes. A carne suína deixou de ocupar apenas uma frente de negócios e passou a ter papel central na estrutura produtiva da Frimesa, tanto pelo peso financeiro quanto pela capacidade de gerar valor à cadeia.

Sustentabilidade ganha peso na estratégia

A unidade de Assis Chateaubriand é apontada pela Frimesa como o maior e mais sustentável frigorífico de suínos da América Latina. A empresa atribui esse posicionamento a investimentos em eficiência energética, gestão de resíduos, reúso de água e processos industriais voltados à redução de impacto ambiental.

Em 2025, 96,4% da energia consumida pela cooperativa veio de fontes renováveis. No mesmo período, 95% dos resíduos tiveram destinação fora de aterros e o reúso de água alcançou 10,4% nas operações consideradas.

As iniciativas fazem parte do Roadmap ESG 2040, plano que reúne metas de descarbonização, rastreabilidade e ampliação de práticas ambientais e sociais ao longo da cadeia.

“A estratégia para atingir as metas do Roadmap 2040 se baseia em compromissos mensuráveis mapeados por nossa análise de materialidade. Em 2025, consolidamos avanços práticos essenciais: atingimos 100% de certificação em bem-estar animal no processamento de suínos e superamos a meta de biosseguridade no campo”, afirmou Elias Zydek, presidente executivo da Frimesa.

Bem-estar animal avança nas granjas

No campo, a cooperativa informou que o Programa Suíno Certificado passou a organizar a produção com base em seis pilares: bem-estar animal, segurança dos alimentos, biosseguridade, proteção ambiental, saúde ocupacional e rastreabilidade.

Em 2025, o programa alcançou 88% de adesão entre as granjas integradas, superando a meta prevista. No mesmo ano, a Frimesa também afirmou ter atingido 100% de certificação das unidades de processamento em bem-estar animal.

As granjas certificadas passam por auditorias anuais que avaliam densidade de alojamento, conforto térmico, estrutura física, manejo e indicadores técnicos. O controle inclui ainda padronização do transporte dos animais e cumprimento de protocolos autorizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no abate.

Rastreabilidade fortalece exportações

A Frimesa também destacou seu sistema de rastreabilidade, que permite acompanhar os lotes desde a origem até o cliente externo. Segundo a cooperativa, a carne pode ser rastreada até a granja de origem por meio da Guia de Trânsito Animal, com apoio de sistemas que conectam códigos de lote, notas fiscais e dados dos clientes.

As exportações responderam por cerca de 26% do faturamento bruto da Frimesa em 2025. A cooperativa embarcou 123 mil toneladas de produtos para mais de 30 países, em quatro continentes, distribuídas em 4.756 contêineres marítimos.

Para a empresa, a combinação entre escala, certificação, rastreabilidade e controle sanitário amplia a competitividade da carne suína brasileira em mercados que exigem comprovação de origem, sanidade e responsabilidade socioambiental.

Metas até 2030

Entre os próximos passos, o plano ESG da Frimesa prevê 100% de rastreabilidade na cadeia de abastecimento e auditoria integral dos fornecedores até 2030. A cooperativa também iniciou, em 2025, a digitalização dos autocontroles industriais, com meta de concluir a transição até 2026.

A estratégia reforça um movimento cada vez mais relevante para o foodservice e para a indústria de alimentos: crescer com transparência, controle de origem e comprovação de práticas sustentáveis.

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