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Pipoca no foodservice brasileiro: Dados da categoria em 2025

Celebrado em 11 de março, o Dia da Pipoca é uma oportunidade para olhar com mais atenção para essa categoria tão presente no cotidiano do consumidor. Dados do CREST®, da Circana, analisados pelo IFB, mostram como o consumo de pipoca no foodservice brasileiro vem se comportando nos últimos anos.

Em 2025, a categoria movimentou aproximadamente R$ 370 milhões no foodservice. O desempenho ficou abaixo do registrado em 2024 e levemente menor do que o observado em 2023, indicando um cenário de desaceleração.

Ao longo do ano, foram registradas quase 32 milhões de transações envolvendo pipoca. Esse número representa uma queda de 38% em relação a 2024, mas permanece em linha com o patamar observado dois anos antes.

A retração acompanha um movimento mais amplo do setor. Em um cenário de moderação no consumo fora de casa, os consumidores tendem a reduzir a frequência em categorias que podem ser facilmente reproduzidas em casa e, muitas vezes, por um custo menor — como é o caso da pipoca.

Quando e quem consome

O consumo de pipoca no foodservice está fortemente associado a momentos de lanche. Mais de 85% das ocasiões de consumo acontecem no período da tarde e da noite, reforçando o papel do produto como snack e complemento em momentos de pausa ou lazer.

Em termos de perfil do público, a categoria apresenta forte concentração em dois grupos: jovens de até 17 anos e adultos entre 25 e 34 anos. Juntos, esses consumidores representam quase 60% do consumo total.

Esse comportamento sugere que a pipoca continua conectada tanto ao público jovem quanto a adultos que buscam opções rápidas e acessíveis para lanches.

Onde a pipoca aparece no foodservice

Entre os canais, hiper e supermercados aparecem como os principais pontos de consumo dentro do foodservice.

Outro destaque é o crescimento da presença de ambulantes e vendedores de rua, que ganharam relevância na categoria. Em 2025, esse canal passou a representar 12% do total de transações de pipoca no foodservice brasileiro.

Esse avanço reforça o caráter acessível e impulsivo da categoria, que se adapta bem a pontos de venda com alta circulação de pessoas.

O que motiva o consumo

Entre os principais drivers que levam o consumidor a escolher pipoca estão três fatores centrais: indulgência, conveniência e preço.

Trata-se de um produto associado ao prazer e ao consumo descomplicado, que pode ser adquirido rapidamente e, em muitos casos, com um valor percebido como acessível. Esses elementos ajudam a explicar por que a pipoca continua presente no foodservice, mesmo em um momento de maior cautela no consumo fora de casa.

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