Segundo matéria do Pipeline Valor, a General Mills contratou o banco Goldman Sachs para conduzir a venda da Yoki. As conversas com potenciais interessados vêm acontecendo há alguns meses e já entraram em uma fase mais avançada, com redução no número de candidatos.
De acordo com fontes ouvidas pelo Pipeline, fundos de private equity, gestoras especializadas em reestruturação e a Camil chegaram a demonstrar interesse, mas teriam esfriado nas últimas etapas do processo. Já a M. Dias Branco e o grupo 3Corações seguem no páreo, embora ainda não exista exclusividade nem propostas vinculantes. A empresa mineira é apontada como a favorita no momento.
A venda da Yoki não é considerada simples. Ainda segundo a reportagem, a General Mills busca um retorno sobre o valor investido na aquisição da marca em 2012, o que limita o universo de compradores. Além disso, a Yoki passa por um processo de turnaround, com necessidade de ajustes para retomar a rentabilidade.
A companhia fatura cerca de R$ 2 bilhões por ano, com margem bruta em torno de 10%. “É um negócio hoje que precisa de mudanças para ser rentável”, afirmou um executivo ouvido pela reportagem. A General Mills é atualmente a quinta maior empresa de alimentos do mundo e também detém marcas como Häagen-Dazs, Betty Crocker, Fiber One e Bisquick.
Para o grupo 3Corações, joint venture entre a brasileira São Miguel e a holandesa Strauss Coffee, a aquisição da Yoki representaria uma expansão relevante na vertical de alimentos, hoje fortemente concentrada em cafés, mas que já inclui outras categorias como achocolatados, refrescos e produtos à base de milho.
No caso da M. Dias Branco, dona de marcas como Adria, Piraquê, Isabela, Fit Food e Jasmine, a operação também seria complementar ao portfólio. A empresa tem indicado M&A como parte de sua estratégia de crescimento, apoiada por uma posição financeira considerada confortável, com caixa líquido.
Já a Camil enfrenta restrições maiores. Apesar da complementaridade de portfólio, o nível de endividamento da companhia reduz o apetite por novas aquisições. A empresa encerrou o segundo trimestre com alavancagem líquida de 4,1 vezes, além de um volume relevante de dívidas com vencimento em 2026.
Procuradas pelo Pipeline Valor, a General Mills afirmou que não comenta rumores de mercado. Camil e 3Corações não se pronunciaram. A M. Dias Branco, inicialmente, disse que não comentaria o tema, mas depois divulgou um comunicado ao mercado refutando que esteja analisando a aquisição.
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Conteúdo originalmente publicado pela Pipeline Valor







