Fundada em 2015 por um surfista de ondas gigantes, a Laird construiu sua trajetória acompanhando — e aproveitando — a crescente demanda por produtos ligados à saúde e bem-estar. Em um cenário em que esse atributo ganha cada vez mais peso nas decisões de consumo, a marca, avaliada em US$ 33 milhões e com faturamento de US$ 50 milhões no ano fiscal de 2025, aposta em aquisições como caminho para acelerar seu crescimento.
O portfólio da Laird já inclui cremes para café, cafés e chocolates quentes com cogumelos funcionais, além de itens como açúcar de coco orgânico e água de coco com algas marinhas. Com a compra da Navitas e, mais recentemente, da Terrasoul, a empresa amplia sua presença na categoria de alimentos saudáveis e fortalece sua capacidade de escala — um movimento estratégico para ganhar relevância junto a consumidores e varejistas. Só a Terrasoul movimentou US$ 65,8 milhões em vendas no último ano.
Esse avanço, no entanto, não vem sem contrapartidas. Para viabilizar o ritmo acelerado de expansão, a Laird precisou ceder uma participação significativa à Nexus, reconhecendo que, sozinha, teria mais dificuldade para alcançar esse nível de crescimento.
Segundo Jason Vieth, CEO da Laird, a aquisição marca “um passo importante na construção de uma plataforma líder em superalimentos e nutrição funcional”. Ele destaca que a presença digital da Terrasoul, sua estrutura própria de cadeia de suprimentos e o portfólio alinhado às demandas atuais do consumidor devem impulsionar a atuação da companhia em múltiplos canais.
O movimento acontece em um mercado que segue em expansão. Avaliado em US$ 138 bilhões, o segmento de alimentos funcionais cresceu 4% no último ano, segundo a Spins. A categoria engloba produtos com benefícios específicos à saúde, que vão desde melhora do foco e humor até impactos em imunidade e beleza.
Para a Nexus, investidora da operação, a aquisição reforça a aposta no potencial da nutrição funcional — um espaço que segue ganhando relevância à medida que saúde e bem-estar se consolidam como drivers centrais de consumo.
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Fonte: Food Dive








