A fabricante de alimentos e bebidas à base de plantas SunOpta foi vendida por US$ 1,1 bilhão para a holandesa Refresco, gigante global do setor de bebidas. A aquisição faz parte da estratégia da Refresco de acelerar sua entrada e expansão em categorias consideradas mais saudáveis, especialmente na América do Norte.
O acordo prevê o pagamento de US$ 6,50 por ação, em dinheiro, e deve ser concluído no segundo trimestre de 2026. A transação atribui à SunOpta um valor patrimonial de US$ 829 milhões e inclui cerca de US$ 265,8 milhões em dívidas.
A SunOpta atua na produção de bebidas vegetais, caldos e snacks de frutas, atendendo tanto marcas próprias quanto terceiros. Segundo Steve Presley, CEO da Refresco, a compra reforça a presença da empresa na América do Norte e abre espaço para crescimento no food service e em categorias adjacentes de bebidas.
“A aquisição da SunOpta é altamente complementar e amplia de forma significativa nossa posição na categoria de bebidas à base de plantas, que segue em forte crescimento”, afirmou Presley, ex-executivo da Nestlé. Para ele, o negócio também contribui para um equilíbrio geográfico maior entre a operação norte-americana e os demais mercados globais da companhia.
Empresa de capital fechado, a Refresco tem unidades de produção na América do Norte, Europa e Austrália, com um portfólio que inclui refrigerantes, sucos, chás prontos para beber e bebidas energéticas. Com a SunOpta, a companhia ganha um novo ponto de entrada nos Estados Unidos e maior exposição em snacks e bebidas com apelo de saudabilidade — um movimento alinhado às tendências acompanhadas pelo Portal Foodbiz.
Embora a SunOpta já tenha sinalizado uma possível venda há cerca de dez anos, nos últimos anos a empresa investiu pesado em inovação e simplificação do portfólio, incluindo a venda de sua divisão global de ingredientes. Em 2025, anunciou ainda um investimento de US$ 25 milhões para ampliar sua operação de snacks de frutas.
No balanço mais recente, a SunOpta registrou crescimento de quase 17% na receita, alcançando US$ 205,4 milhões. Ainda assim, o CEO Brian Kocher destacou que a demanda dos clientes por maior capacidade produtiva avançou em um ritmo mais acelerado do que o previsto, o que levou a empresa a planejar uma nova linha de produção asséptica em sua unidade no Texas.
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Fonte: Food Dive







