A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já começa a movimentar não só o futebol, mas também o mercado global de bebidas. Segundo analistas do Jefferies, o evento tem potencial para dar um fôlego importante às grandes cervejarias — especialmente gigantes como AB InBev (dona da Budweiser) e Heineken.
A expectativa é de que o torneio gere um aumento de cerca de 568 milhões de litros de cerveja consumidos no mundo, o equivalente a aproximadamente um bilhão de pints. Esse crescimento sazonal pode ser suficiente para mudar a percepção do mercado financeiro sobre essas empresas, que vêm enfrentando pressão por conta do ritmo mais lento de crescimento no consumo de bebidas alcoólicas.
Hoje, muitas cervejarias europeias estão sendo negociadas com desconto em relação a outras companhias do setor de bens de consumo. A Copa surge, então, como um possível gatilho para uma reavaliação dessas ações.
No caso da AB InBev, o cenário é ainda mais favorável. A empresa é responsável pela Budweiser, patrocinadora oficial do Mundial, o que amplia sua exposição durante o evento. Para os analistas, a companhia está “em posição ideal” para capturar esse aumento de demanda.
A Heineken também deve se beneficiar, principalmente por sua forte presença na América Latina e na Europa — regiões diretamente impactadas pelo torneio. Além da cerveja, outras categorias como destilados e refrigerantes tendem a ganhar tração no período.
O Mundial de 2026 será o maior da história, com 104 jogos distribuídos em 16 cidades, entre 11 de junho e 19 de julho. Esse volume maior de partidas também significa mais ocasiões de consumo — seja em bares, restaurantes ou em casa.
Para o foodservice, o recado é claro: grandes eventos esportivos continuam sendo um motor relevante de demanda. E mais do que volume, eles ajudam a ativar marcas, fortalecer ocasiões de consumo e criar experiências — pontos cada vez mais estratégicos para o setor.







