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Heineken recua em volume no Brasil enquanto sem álcool avança

No Brasil, o desempenho da Heineken no trimestre trouxe uma inversão interessante em relação aos últimos períodos. Marcas como Amstel e Sol avançaram, enquanto a própria Heineken registrou leve queda em volume — um movimento que contrasta com a tendência recente de premiumização, em que rótulos mais acessíveis vinham perdendo espaço.

Ao mesmo tempo, a companhia destacou o forte crescimento do seu portfólio voltado ao bem-estar, com alta de dois dígitos no país. Produtos como Amstel Ultra, Heineken 0.0, Sol 0.0 e Praya mostram como a demanda por opções com menor teor alcoólico (ou sem álcool) segue ganhando tração.

No recorte regional, as Américas apresentaram queda de 2,6% no volume, totalizando 22,6 milhões de hectolitros, enquanto o volume licenciado recuou 6,9%. O segmento premium também teve retração leve, com o desempenho positivo de marcas como Red Stripe, Miller High Life e Desperados sendo compensado pela queda da Heineken.

Globalmente, o grupo registrou volume de 66,4 milhões de hectolitros no trimestre, com crescimento orgânico de 1,2%. A Europa seguiu em trajetória de desaceleração, com queda de 1,8%, enquanto a Ásia-Pacífico avançou na direção oposta, com alta expressiva de 10,1%, somando 15,4 milhões de hectolitros.

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