Pesquisa inédita do Estadão com a Qualibest mostra que 7 em cada 10 brasileiros são influenciados por promoções ligadas ao torneio — e o setor de alimentação está no centro dessa disputa
Se você atua no mercado de foodservice, alimentos ou bebidas, anote no calendário: a Copa do Mundo 2026 é uma das maiores janelas de oportunidade de marketing do ano. E os dados comprovam isso.
Levantamento inédito da Qualibest, divulgado com exclusividade pelo Estadão, mostra que mais de 70% dos brasileiros afirmam ser influenciados por promoções conectadas ao torneio e têm vontade de conhecer melhor produtos ou serviços de patrocinadores. Outros 94% reconhecem que marcas associadas à Copa ou à seleção carregam uma imagem mais positiva.
Churrasco, cerveja e reunião: o brasileiro quer comer na Copa
Os motivadores para acompanhar o Mundial revelam muito sobre o comportamento do consumidor brasileiro — e colocam a alimentação no centro da experiência. Entre as respostas que permitiam múltiplas escolhas, “possibilidade de reunir amigos e família” foi citada por 36% dos entrevistados, e “churrasco, comida e bebida” por 31%.
Em outras palavras: mesmo para quem vai torcer pelos jogos de Carlo Ancelotti — mencionados por 51% como a principal razão para acompanhar o evento — a mesa faz parte do ritual.
As marcas de alimentos e bebidas que já estão na frente
No ranking das mais lembradas em associação à Copa, o setor de food e bebidas domina o top 20. A pesquisa do Estadão aponta que, entre as cinco primeiras, já aparecem Coca-Cola e Adidas — e mais abaixo surgem nomes como Guaraná Antarctica, iFood, Budweiser e McDonald’s.
A longevidade explica muito dessa força. De acordo com o estudo, sete das dez marcas mais lembradas mantêm patrocínios há mais de dez anos com a Fifa ou a CBF. Os destaques do setor:
- Coca-Cola — 52 anos de parceria com a Fifa
- Budweiser — 40 anos com a Fifa
- McDonald’s — 32 anos com a Fifa
- Guaraná Antarctica — 25 anos com a CBF
Uma novidade relevante para o setor: a Sadia (BRF) assumiu em março o espaço que era da Seara (JBS) como patrocinadora da seleção, após 16 anos da rival no posto. A disputa por esse território mostra o quanto o futebol segue sendo estratégico para as grandes marcas de proteína e alimentos processados.
Não precisa ser patrocinador oficial para jogar
Um ponto importante para marcas menores ou regionais: o estudo mostra que empresas sem vínculo oficial com Fifa ou CBF também aparecem no top 20 de lembrança — desde que façam um esforço consistente e criativo de comunicação no contexto do futebol.
“É necessário um esforço consistente de patrocínio para fazer parte desse território das marcas mais lembradas”, explica Fábia Silveira, gerente de pesquisa da Qualibest. Ações junto a transmissores do torneio, por exemplo, têm se mostrado eficazes para gerar associação mesmo sem o selo oficial.
E se o Brasil perder?
Para o setor de food service, a boa notícia é que o engajamento não depende exclusivamente do desempenho da seleção. Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros pretendem continuar acompanhando o torneio mesmo se o Brasil for eliminado, e outros 25% reduzirão apenas a frequência. Só 10% deixariam de assistir completamente.
“A conexão de marcas com a Copa permanece positiva mesmo se a seleção continuar jogando mal”, reforça Silveira.
A Copa do Mundo 2026 começa em junho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Para o setor de alimentos e bebidas, o apito já soou.
Com base em reportagem do Estadão.







