A The Hershey Company encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma queda expressiva de 59,9% no lucro líquido, que somou 320 milhões de dólares. O resultado reflete, sobretudo, o impacto do aumento nos custos de matérias-primas e de tarifas, além da retração nos volumes vendidos. Ainda assim, a companhia conseguiu mitigar parte dessas pressões por meio de reajustes de preços, ganhos de produtividade na cadeia de abastecimento e iniciativas de redução de custos.
As vendas líquidas consolidadas do trimestre alcançaram 3.091 milhões de dólares, alta de 7,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por um crescimento orgânico de 5,7%, além de efeitos positivos de aquisições e da variação cambial.
No acumulado do ano fiscal de 2025, a Hershey registou vendas líquidas de 11.692,6 milhões de dólares, um crescimento de 4,4%. Em contrapartida, tanto o lucro líquido quanto o lucro por ação ajustado recuaram de forma significativa, evidenciando os desafios impostos pelo ambiente de custos e pela performance operacional.
Desempenho regional
O segmento International, que inclui mercados fora da América do Norte, como a Europa, apresentou vendas líquidas de aproximadamente 941,6 milhões de dólares em 2025, ligeiramente abaixo dos 947,9 milhões registados em 2024, uma queda de 0,7%. No quarto trimestre, houve um avanço marginal de 0,4% nas vendas, mas o segmento encerrou o período com prejuízo operacional, refletindo a pressão sobre as margens.
Já a América do Norte manteve-se como o principal vetor de crescimento da companhia, com bom desempenho das categorias de chocolate e snacks salgados, apoiado por estratégias de preço, promoções e força das marcas.
Perspetivas para 2026
Para 2026, a Hershey projeta um crescimento das vendas líquidas entre 4% e 5%, sustentado por inovações no portfólio, estratégias de preço e maiores investimentos em marketing. A empresa estima que o lucro ajustado por ação diluída fique entre 8,20 e 8,52 dólares, enquanto o lucro reportado por ação deverá variar entre 7,77 e 8,19 dólares, sinalizando uma recuperação em relação a 2025.
A companhia reforça que seguirá investindo em capacidades operacionais e tecnológicas, com o objetivo de sustentar o crescimento e recompor margens diante da continuidade dos elevados custos de matérias-primas.







