O Pará deu mais um passo para fortalecer a produção de açaí com o lançamento de um programa voltado à organização da cadeia produtiva e ao aumento da renda dos produtores. A iniciativa, apresentada em Belém, propõe integrar agricultores, instituições financeiras e entidades do setor em um modelo que combina assistência técnica, acesso a crédito e garantia de compra.
Conduzido pela Polpanorte — empresa que lidera as vendas de açaí no Brasil — o projeto já começa a ganhar tração com a adesão de produtores locais e a formalização do primeiro contrato. A proposta é trazer mais previsibilidade para quem está no campo, reduzindo a exposição às oscilações de preço que ainda marcam o mercado.
Na prática, cerca de 35 mil produtores paraenses poderão acessar financiamento com condições diferenciadas, além de acompanhamento técnico contínuo. O suporte envolve instituições como Embrapa, SENAR/ATEG e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), enquanto o Banco do Brasil atua como agente financeiro.
O modelo aposta na combinação de três pilares: crédito estruturado, orientação técnica e garantia de mercado. A formalização de contratos de compra da produção aparece como um dos pontos-chave, criando mais segurança para o produtor e fortalecendo a relação com a indústria.
A expectativa é que o programa avance para diferentes regiões do estado nos próximos meses, com equipes atuando diretamente nas propriedades para viabilizar a implementação no curto e médio prazo.
O movimento também reforça o papel do Pará como principal polo produtor de açaí do país e evidencia uma tendência maior de profissionalização da cadeia — um tema que vem ganhando espaço nas discussões do setor e no Portal Foodbiz, especialmente quando o assunto é integração entre produção, indústria e mercado.
Além disso, a Polpanorte mantém atuação próxima a cooperativas ribeirinhas, incentivando o cultivo em áreas manejadas por pequenos produtores. Hoje, cerca de 40 cooperativas fornecem para a empresa, envolvendo mais de 1.200 famílias — um indicativo de como modelos estruturados podem escalar impacto social e produtivo ao mesmo tempo.
Conteúdo CNN adaptado para o portal Foodbiz







