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Queijos Canastra, do Serro e Cachaça de Salinas ganham Indicação Geográfica da UE

divulgação

Produtos que fazem parte do dia a dia e da identidade de Minas Gerais acabam de alcançar um novo patamar no cenário internacional. Os queijos Canastra, do Serro e a Cachaça de Salinas passaram a integrar a lista de Indicações Geográficas (IGs) protegidas pela União Europeia, após aprovação anunciada no dia 9 de janeiro, dentro do acordo entre Mercosul e UE.

Na prática, isso coloca esses produtos mineiros ao lado de nomes consagrados da gastronomia mundial, como o Roquefort, da França, e o Gorgonzola, da Itália — todos reconhecidos não apenas pelo sabor, mas pela origem, modo de produção e vínculo com o território.

O que muda com essa proteção internacional
Com a assinatura oficial do acordo prevista para 17 de janeiro, no Paraguai, apenas produtos realmente produzidos nas regiões da Canastra, do Serro e de Salinas, seguindo métodos tradicionais e regras específicas, poderão usar esses nomes no mercado europeu. Qualquer tentativa de imitação ou uso indevido passa a ser barrada.

Esse reconhecimento fortalece a autenticidade e protege os produtores locais, reduzindo a concorrência desleal e reforçando a identidade dos produtos. Na prática, é o fim da “pirataria” e o início de uma fase mais estruturada de valorização de marca.

De commodity a produto de origem
Para os produtores mineiros, o impacto vai além da proteção legal. A Indicação Geográfica abre espaço para reposicionar queijos e cachaças como produtos de origem, com história, método e território bem definidos. Isso permite acessar mercados mais exigentes e trabalhar com maior valor agregado, especialmente na Europa.

Assim como acontece com queijos e bebidas tradicionais de outros países, o peso da origem passa a influenciar diretamente a percepção de qualidade. Não é apenas sobre vender mais, mas sobre vender melhor — com reconhecimento e diferenciação.

Minas Gerais no radar da gastronomia global
A entrada nesse grupo restrito de IGs reforça o papel de Minas Gerais no mapa internacional da gastronomia e cria novas oportunidades para pequenos e médios produtores. A proteção do nome também estimula a manutenção de padrões produtivos e o cuidado com a qualidade, fatores essenciais para sustentar esse reconhecimento no longo prazo.

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Fonte: Cidade de Minas Gerais

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