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Como Jack Link transformou o beef jerky em um império bilionário

O que começou como um susto ao pagar caro por um snack em uma loja de conveniência virou um dos maiores cases da indústria global de snacks de proteína. Em 1985, depois da falência do negócio familiar de carnes em Wisconsin (EUA), Jack Link percebeu algo simples, mas poderoso: o beef jerky tinha valor agregado, margem e espaço para crescer.

Quase 40 anos depois, a Jack Link’s é a maior fabricante de snacks de carne do mundo, vende cerca de 800 milhões de unidades por ano, está presente em mais de 200 mil pontos de venda e atua em 55 países. A Forbes estima que o negócio valha cerca de US$ 4 bilhões, com margens robustas e controle total da família fundadora.

A virada começou com a decisão de produzir jerky usando uma receita de 1880, herdada do bisavô alemão de Jack. O produto ganhou escala regional e, nos anos 1990, avançou nacionalmente nos Estados Unidos, especialmente em postos de gasolina e lojas de conveniência — um canal que até hoje sustenta parte relevante da rentabilidade da marca.

Mas um dos movimentos mais decisivos veio em 1997, quando a empresa passou a vender beef jerky em embalagens com fecho hermético, algo incomum para a categoria na época. A inovação permitiu preços mais altos, melhor conservação e entrada em grandes redes como Walmart e Target. Hoje, os jerkies ensacados representam mais de 50% da receita da companhia.

Nos anos seguintes, a Jack Link’s consolidou distribuição em grandes varejistas, diversificou o portfólio com meat sticks e expandiu sua atuação internacional. Em 2013, Troy Link, filho mais novo de Jack, assumiu como CEO, mantendo o negócio 100% familiar e focado no longo prazo.

Mesmo com a explosão de startups no segmento — impulsionadas por capital de risco, aquisições bilionárias e novas propostas de valor — a empresa manteve crescimento. Marcas como Chomps, Archer e Krave ganharam espaço, mas também mostraram como escala, margem e disciplina operacional fazem diferença em um mercado competitivo.

Hoje, a Jack Link’s aposta fortemente nos meat sticks, categoria que cresce mais rápido que o jerky tradicional, além de parcerias com criadores de conteúdo para se conectar com a Geração Z. A empresa também investiu US$ 450 milhões em uma nova fábrica dedicada exclusivamente à produção de sticks de carne e queijo, com capacidade para mais de 800 mil unidades por dia.

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Fonte: Forbes Agro

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