A água mineral Topo Chico está temporariamente indisponível nos Estados Unidos. A Coca-Cola informou que interrompeu a produção da marca para realizar melhorias na fonte de água e nas instalações no México, com previsão de retomar o abastecimento ainda este ano.
Segundo a companhia, a pausa afeta exclusivamente a água mineral tradicional. Outras bebidas da marca, como as versões gaseificadas aromatizadas e as hard seltzers, seguem disponíveis normalmente no mercado norte-americano.
Em comunicado, a empresa reforçou que “segurança e qualidade são as principais prioridades”. No verão passado, a Coca-Cola já havia recolhido um lote limitado de Topo Chico em cinco estados após identificar uma possível contaminação por pseudomonas, bactéria que pode ocorrer naturalmente em fontes de água.
Embora a companhia não tenha detalhado as razões técnicas das melhorias, a CNN informou que problemas nos poços de abastecimento impactaram a produção e levaram à suspensão temporária dos pedidos.
A Topo Chico foi adquirida pela Coca-Cola em 2017 por cerca de US$ 220 milhões, como parte da estratégia de diversificação do portfólio e redução da dependência de bebidas açucaradas. Desde então, a marca ganhou novas extensões, incluindo parcerias com a Molson Coors no segmento alcoólico e lançamentos como águas com gás com suco de frutas e misturas não alcoólicas.
O movimento acontece em um contexto de crescimento consistente da categoria. Águas minerais, com gás e versões aromatizadas vêm registrando alta à medida que consumidores reduzem o consumo de refrigerantes tradicionais. As vendas do segmento alcançaram US$ 5,5 bilhões em 2025, ante US$ 3,8 bilhões cinco anos antes, segundo dados da Circana.
No último trimestre, as vendas de água da Coca-Cola cresceram 4%, enquanto a receita líquida total avançou 2%. O futuro CEO da companhia, Henrique Braun — que assume o cargo no próximo mês — destacou o desempenho positivo das marcas fora das categorias clássicas de refrigerantes, como laticínios e sucos.
Sob sua liderança, a estratégia inclui fortalecer marcas locais e emergentes do portfólio, com o objetivo de construir novas operações bilionárias.







