Diante dos recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas falsificadas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizou, nesta quarta-feira (1), uma série de treinamentos online voltados a empreendedores do setor. A iniciativa buscou esclarecer dúvidas sobre a adulteração de bebidas e reforçar a importância da compra responsável junto a fornecedores regulares e fiscalizados.
Segundo o presidente da Abrasel no Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, os bares e restaurantes também são vítimas desse tipo de crime.
“É importante ressaltar que os estabelecimentos formais prezam pela segurança e pela legalidade. O consumo em locais com estrutura regularizada é, sem dúvida, mais seguro”, destacou o dirigente durante participação na Semana Caldeira.
Apesar de não haver registros de casos no Rio Grande do Sul, Dorneles reconhece que a falsificação de bebidas é um problema antigo. A entidade apoia o reforço da fiscalização por parte do governo e das forças de segurança, especialmente em fábricas e distribuidoras ilegais.
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Casos isolados e medidas preventivas
Em nota, a Abrasel nacional informou que, até o momento, apenas um caso de bebida contaminada foi identificado em um bar — sem registro de morte — localizado na região dos Jardins, em São Paulo. A entidade acredita que o episódio é isolado e ressalta que a maioria dos incidentes ocorre fora de estabelecimentos regulares.
A associação também orienta empresários e consumidores a ficarem atentos a sinais de adulteração, como preços muito abaixo do mercado, lacres tortos, erros de impressão nos rótulos e odor semelhante a solventes. Outra recomendação é inutilizar (quebrar) as garrafas vazias antes do descarte, evitando que sejam reaproveitadas por falsificadores.
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Fiscalização e conscientização
Para a Abrasel, o fortalecimento das ações de fiscalização é essencial para conter o problema. “Nenhum dono de bar ou restaurante consciente colocaria em risco seus clientes e o próprio negócio. Por isso, é importante combater o problema na origem — nas fábricas e distribuidoras irregulares”, diz a nota oficial.
A entidade também lamentou que a primeira ocorrência tenha demorado mais de um mês para vir a público, o que dificultou a adoção de medidas preventivas imediatas. O tema segue sendo tratado com prioridade pela Abrasel em seus treinamentos e comunicações com o setor.
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Fonte: Jornal do Comércio







