Depois da recente onda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, outro alimento comum na mesa dos brasileiros entrou no radar das autoridades sanitárias: o mel. A venda de produtos falsificados tem se espalhado por feiras, mercados e até lojas online, colocando em risco a saúde do consumidor e o trabalho dos produtores legítimos.
Segundo reportagens recentes, a chamada “máfia do mel” vem comercializando versões falsificadas do produto, visualmente idênticas ao original, mas feitas com uma mistura de melado de açúcar, amido de milho, corantes e outros aditivos químicos. O consumo contínuo dessas substâncias pode causar danos sérios ao organismo e, em alguns casos, contribuir para o surgimento de cânceres.
Além dos riscos à saúde, o problema também impacta o mercado formal. Produtores artesanais e marcas consolidadas têm enfrentado prejuízos com falsificações. É o caso de uma família do Nordeste, dona de uma tradicional marca de mel, que desde 2022 sofre com cópias ilegais do seu rótulo antigo. “As pessoas entravam em contato com a gente pelo CNPJ impresso na embalagem falsificada e só então percebiam que se tratava de outro produto”, relatou a produtora.
Mas como o consumidor pode identificar se o mel é verdadeiro? Um teste simples pode ajudar. Basta colocar uma colher do produto em um recipiente, adicionar uma colher de água e algumas gotas de tintura de iodo. Ao misturar, o mel falsificado adquire coloração escura — quase preta —, enquanto o mel puro mantém sua cor original.
Com o aumento das fraudes, especialistas reforçam a importância de comprar apenas de fontes confiáveis e observar atentamente o rótulo, o CNPJ e a origem do produto. No caso de dúvidas, o ideal é procurar o Procon ou a vigilância sanitária local.
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Fonte: Terra







