Uma força-tarefa envolvendo Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Agricultura e ANP iniciou nesta semana a Operação Alquimia, com o objetivo de fiscalizar 24 empresas do setor sucroalcooleiro suspeitas de utilizar metanol na produção de bebidas alcoólicas. A ação acontece em cinco estados — São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — e busca prevenir riscos à saúde pública e coibir adulterações que possam chegar ao consumidor final.
De acordo com informações da Receita Federal, há indícios de que parte do metanol usado para adulterar combustíveis esteja sendo desviada para fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. O produto é altamente tóxico e seu uso é proibido em bebidas, mesmo em pequenas quantidades, pois pode causar danos severos ao sistema nervoso e até levar à morte.
A operação é um desdobramento das investigações Boyle e Carbono Oculto, que revelaram esquemas de empresas de fachada e distribuição irregular de metanol no país. Agora, os agentes buscam rastrear o fluxo da substância e analisar amostras químicas coletadas em diferentes empresas, para identificar possíveis desvios e contaminações desde setembro de 2025.
Ao todo, mais de 150 agentes públicos — entre policiais e servidores de diferentes órgãos — participam das ações. As fiscalizações se concentram em importadores, terminais marítimos, destilarias, usinas e distribuidoras com potencial envolvimento na cadeia do metanol.
Além do impacto direto na saúde pública, o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade estima que o setor de bebidas sofre perdas anuais de até R$ 85 bilhões devido à sonegação e práticas ilegais, prejudicando a competitividade e a arrecadação de tributos.
>
Fonte: DGRJ







