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Drinks em saquinho impulsionam faturamento de bar em 35% no Carnaval de SP

No Carnaval de 2026, o Marachella Bar, em Pinheiros (SP), decidiu sair do balcão e ir direto para a rua. A aposta do proprietário Marco Benini, 52, foi adaptar seus drinks autorais para versões em saquinho, vendidas a cerca de R$ 40 durante o fim de semana de pré-Carnaval (7 e 8 de fevereiro). O resultado: aproximadamente 380 bebidas comercializadas e um aumento de até 35% no faturamento em comparação com dias comuns.

A operação começou literalmente na porta do bar. Com os blocos circulando pela região, Benini coordenava o atendimento, organizava a equipe e acompanhava de perto a produção dos drinks. A estratégia exigiu reforço no time para dar conta da demanda e garantir agilidade no serviço.

A decisão de vender em embalagens portáteis veio da observação do comportamento do público durante a folia. Em meio à multidão, consumidores priorizam praticidade, leveza e rapidez na compra. O formato em saquinho atendeu a essa necessidade e permitiu que o bar ampliasse seu alcance sem depender apenas das mesas internas.

Para minimizar qualquer impacto negativo na vizinhança, o cuidado com o pós-venda também entrou no planejamento. Após os blocos passarem, a equipe faz rondas pelo entorno do bar para recolher possíveis descartes irregulares. “A gente dá uma volta no bairro para ver se alguém jogou o saquinho na rua. Não queremos deixar uma imagem negativa do produto”, afirma Benini. A preocupação é preservar a relação com a comunidade e reforçar a responsabilidade da marca durante o evento.

Resultados do primeiro fim de semana

Entre os dias 7 e 8 de fevereiro, primeiro teste da operação, o Marachella Bar vendeu cerca de 380 drinks em saquinho. O desempenho variou conforme o clima: a chuva de sábado reduziu o fluxo de foliões, enquanto o domingo registrou movimento mais intenso. “Foi um fim de semana dividido. No sábado choveu muito, mas no domingo o dia ajudou”, conta.

Mesmo com a instabilidade, os números chamaram atenção. Segundo o empreendedor, os saquinhos representaram um incremento de aproximadamente 20% no faturamento em comparação com um sábado comum e até 35% em relação a um domingo tradicional — reforçando o potencial da estratégia em dias de maior circulação.

O lote inicial foi de cerca de 600 embalagens. Diante da procura, a expectativa é ampliar o volume para algo entre 700 e 1.200 unidades nos próximos dias, ajustando o estoque à demanda projetada.

Expectativa para o próximo fim de semana

Com a aproximação do Carnaval oficial, a expectativa é de fluxo ainda maior na capital paulista. “Cada ano a cidade recebe mais foliões. A expectativa é que o volume de pessoas quase dobre”, afirma Benini.

Para aproveitar o período, o bar vai operar de quarta a terça-feira, incluindo datas em que normalmente permaneceria fechado. “Segunda e terça geralmente não são dias fortes, mas agora o movimento é contínuo”, diz.

A estrutura também foi reforçada. Além das cinco pessoas da equipe fixa, quatro freelancers foram contratados temporariamente para dar suporte. A dinâmica exige agilidade: “O movimento vem em ondas. De repente não tem ninguém, depois chega um bloco inteiro.”

Mesmo com o aumento da operação, Benini mantém presença ativa na linha de frente. Durante a passagem dos blocos, ele participa diretamente do preparo e da entrega das bebidas, garantindo rapidez no atendimento. “A ideia é atender rápido. A pessoa pega o drink e segue o bloco”, resume.

A experiência mostra como ajustes simples de formato, operação e calendário podem transformar eventos sazonais em oportunidades estratégicas para bares localizados em áreas de grande circulação — um tema cada vez mais relevante para o foodservice e para quem acompanha as tendências do setor no Portal Foodbiz.

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