Com blocos de rua e escolas de samba tomando conta das cidades, o Carnaval também aquece a disputa entre as marcas de bebidas alcoólicas. Dados recentes do Tracking das Favelas, divulgados com exclusividade pelo Meio & Mensagem e repercutidos pelo Portal Foodbiz, mostram quais marcas estão mais presentes no imaginário e no consumo de moradores de favelas em todo o País.
Brahma, Budweiser, Heineken, Skol e Smirnoff aparecem como as cinco marcas mais lembradas, recomendadas e com maior intenção de compra nesse território. O levantamento revela não apenas volume e alcance, mas diferenças importantes na forma como cada marca é percebida.
Alcance, preferência e lealdade: quem se destaca em cada indicador
A Brahma lidera em awareness e compra, reforçando sua forte presença e capilaridade. Por outro lado, apresenta desempenho menor em preferência, recomendação e Net Promoter Score (NPS), indicador que mede o nível de satisfação e lealdade dos consumidores.
A Heineken surge com um perfil mais equilibrado. A marca combina bom nível de lembrança com alta preferência, intenção de compra e o maior NPS entre as analisadas. Essa performance está diretamente ligada a atributos como qualidade, confiança e admiração.
Budweiser e Smirnoff, apesar de não liderarem em volume, se destacam positivamente em recomendação e NPS, sinalizando uma relação mais forte com públicos específicos. Já a Skol mantém relevância por ser amplamente acessível e fácil de encontrar, o que sustenta sua popularidade.
Atributos de marca fazem diferença no Carnaval
A pesquisa também analisou como os consumidores percebem diferentes atributos das marcas. A Heineken lidera em confiança, qualidade, admiração, transparência e identificação, o que ajuda a explicar seus bons resultados em recomendação e intenção de compra.
Brahma e Skol são vistas como marcas “para todos” e de fácil acesso, reforçando sua escala e presença no dia a dia. No entanto, essas marcas tendem a gerar menor vínculo emocional quando comparadas à Heineken.
Segundo Emilia Rabelo, CEO e fundadora da Nós – Inteligência e Inovação Social, responsável pelo estudo, o diferencial competitivo vai além do preço ou da disponibilidade:
“No Carnaval, marcas que geram identificação e admiração têm mais chances de transformar a festa em defesa ativa e boca a boca. O desafio está em equilibrar esse vínculo emocional com questões de preço.”
O que o estudo revela sobre consumo nas favelas
O Tracking das Favelas é um estudo contínuo realizado com moradores de periferias brasileiras, com amostra de 800 pessoas residentes em favelas, respeitando cotas de gênero e idade. A coleta é feita via aplicativo, com usuários previamente perfilados, o que garante agilidade e qualidade nas respostas. A margem de erro é de 3,5%, com intervalo de confiança de 95%.
Para o foodservice, a indústria de bebidas e marcas que se comunicam com esse público, os dados reforçam um ponto-chave: presença é fundamental, mas identificação e confiança são cada vez mais decisivas, especialmente em momentos de alto consumo e visibilidade, como o Carnaval.







