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Millennials x Geração Z: como as marcas estão mudando a linguagem nas redes sociais

Uma nova trend nas redes sociais colocou em evidência uma transformação importante no marketing digital: a mudança da linguagem das marcas entre a era Millennial e a Geração Z.

O movimento viral compara a forma como empresas se comunicavam com consumidores nas décadas anteriores — mais descritiva, institucional e “vendável” — com o tom atual adotado para dialogar com o público mais jovem, marcado por memes, emojis, abreviações e linguagem informal.

A tendência rapidamente ganhou espaço entre marcas globais de alimentação, bebidas, varejo e entretenimento, que passaram a usar o formato para divulgar produtos, promoções e campanhas de forma bem-humorada.

O novo marketing da Geração Z

Na prática, o viral mostra duas versões de comunicação para um mesmo produto.

No lado “Millennial”, aparecem textos mais completos, descrição detalhada de atributos e tom mais tradicional de publicidade.

Já no lado “Gen Z”, o conteúdo é reduzido a frases curtas, gírias, emojis, expressões em inglês e referências da cultura de internet.

O objetivo é gerar identificação imediata com um público acostumado ao consumo rápido de conteúdo em plataformas como TikTok, Instagram e X.

McDonald’s, Starbucks e Applebee’s entram na trend

Entre as empresas que aderiram ao formato estão McDonald’s, Starbucks, Applebee’s, Lupo Sport e marcas de cosméticos como Braé.

O McDonald’s Brasil utilizou a trend para divulgar um sanduíche promocional da Copa do Mundo, substituindo a descrição tradicional por frases curtas e emojis ligados ao universo do futebol.

Já a Starbucks Peru apostou em uma bebida de matcha com espuma de cereja usando expressões como “matchita que se ve cute, hallelujah”, misturando idiomas e referências típicas da comunicação Gen Z.

O Applebee’s também aderiu ao movimento para divulgar promoções de combos, reduzindo toda a comunicação a poucas palavras e gírias digitais.

A linguagem muda junto com o consumidor

Segundo especialistas, o fenômeno vai além de uma simples estética de redes sociais.

Priscila Milk, estrategista digital e professora da ESPM, afirma que a mudança reflete diferenças profundas entre gerações e a forma como cada público se relaciona com consumo, trabalho e marcas.

Enquanto os Millennials cresceram conectados à ideia de propósito, construção de carreira e identificação emocional com empresas, a Geração Z se desenvolveu em um contexto de crises econômicas, excesso de informação e relações mais instáveis.

Isso impacta diretamente a maneira como esse público consome conteúdo e interage com publicidade.

A Gen Z tende a valorizar autenticidade, espontaneidade e linguagem menos institucionalizada.

O desafio das marcas: parecer natural

Para as empresas, o desafio não está apenas em usar memes ou emojis, mas em entender o contexto cultural das plataformas digitais.

Segundo especialistas, a Geração Z identifica rapidamente quando uma marca tenta “falar jovem” sem compreender o ambiente digital em que está inserida.

Por isso, muitas companhias passaram a incluir profissionais mais jovens nas áreas de conteúdo, social media e branding para aproximar campanhas do comportamento real do consumidor.

O movimento também reforça uma mudança importante para o foodservice e para marcas de consumo: a comunicação deixa de ser apenas publicitária e passa a funcionar como entretenimento, conversa e construção cultural dentro das redes sociais.

O impacto no foodservice

No setor de alimentação, o fenômeno ganha ainda mais força por conta da velocidade das tendências digitais.

Redes de fast food, cafeterias e marcas de bebidas passaram a usar humor, memes e linguagem de internet para gerar engajamento orgânico e aumentar presença cultural.

O movimento acompanha a transformação das redes sociais em um dos principais canais de descoberta de produtos, restaurantes e experiências gastronômicas.

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Fonte: PEGN

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