Segundo a Future Market Insights (FMI), o mercado global de açaí movimentou US$ 1,7 bilhão em 2025 e deve alcançar US$ 3,6 bilhões até 2035. O Brasil lidera o ranking mundial de exportação da fruta. E é neste mercado que a Amazonia Bio Group se destaca. A companhia, fundada em 2015 é uma plataforma bioindustrial verticalizada, que exporta superfrutos nativos da Amazônia, como açaí, acerola, guaraná, cupuaçu e camu-camu, para mais de 30 países. Com ingredientes funcionais de alta performance, as fábricas próprias realizam o processo de liofilização, ou transformam a fruta em uma espécie de ‘purês’ com alta concentração. Foram 4.605 pedidos ou 11.177 toneladas processadas em mais de 10 anos.
“Grande parte do açaí selvagem simplesmente apodrecia e morria na floresta por falta de compradores e infraestrutura de processamento. Ao mesmo tempo, comunidades locais sofriam pressão e exploração de atravessadores. Nós queremos ajudar a diminuir isso, comprando diretamente das cooperativas regionais, pagando preço justo e dividindo lucros. O grande ‘porquê’ do negócio é provar que a floresta em pé é muito mais rentável do que derrubada, gerando um modelo rastreável de agricultura regenerativa que combate ativamente o desmatamento”, afirma Felipe Franzina, CEO e fundador da Amazonia Bio Group.
As frutas são colhidas na Floresta Amazônica por pequenos produtores e cooperativas – a companhia mantém parcerias com comunidades no Amapá e Pará. Depois, são enviadas para fábricas proprietárias, localizadas no Amapá – que tem expectativa de chegar a mais de 9 mil toneladas processadas em 2027. Nelas, é feita a liofilização, em que sofrem desidratação sob pressão controlada e baixas temperaturas (abaixo de 45ºC) que retira a água da fruta e a transforma em pó, mantendo 99,9% de suas propriedades nutricionais, sabor e cor naturais.
“Atendemos a indústria global de alimentos, cosméticos e nutracêuticos. Por isso, nosso intuito também era de que esses frutos chegassem com maior valor nutricional e benefícios que comprovadamente possuem. E para preservar os bioativos das frutas, como os antioxidantes antienvelhecimento do açaí, ou a vitamina C da acerola, a liofilização é essencial. Ou seja, o cliente não compra o sabor da banana, mas sim a banana de verdade”, pontua Franzina.
A empresa cresceu 61,8% no último ano e deve dobrar a receita ainda em 2026. Parte da estratégia está na marca Authentic Fruits, uma linha de smoothies voltada para o consumidor, com cinco versões diferentes, cada uma associada a um benefício funcional, como imunidade, digestão ou energia. Os produtos não levam açúcar adicionado e não precisam de refrigeração, com validade de até dois anos graças à tecnologia de processamento e envase.
“Nossa expectativa é trazer o item também para o Brasil. A expansão para o mercado brasileiro está prevista como próxima etapa da estratégia D2C, com operação com supermercados e fábricas para aumentar a demanda”, afirma o CEO da empresa.
Em impacto ESG, a companhia ajudou a preservar 2,26 milhões de árvores sob gestão sustentável, com impacto de 45.550 vidas, entre agricultores e comunidades envolvidas.
O paulistano e fundador da Amazonia Bio Group, Felipe Franzina construiu carreira no mercado financeiro, no Banco Votorantim, onde ingressou como trainee e passou mais de quatro anos trabalhando com exportadores brasileiros. Depois disso, migrou para um mestrado em economia na renomada universidade de Sorbonne, na França.
“Eu queria fundar um negócio que unisse o que sei fazer de melhor, que é captar dinheiro barato e criar comunidades, tudo isso aplicado a um produto global que tivesse alta demanda. Foi então que conheci mais profundamente o potencial do açaí e dos produtores locais do Norte do Brasil”, conta o empreendedor, que é uma das principais vozes da bioeconomia amazônica, como palestrante na COP30, reconhecido por ministros e pela Princesa Real Astrid, da Bélgica,
Atualmente, a Amazonia Bio Group atua de forma global, com escritórios de gestão logística e comercial no Brasil, em Portugal e na Bélgica.







