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Como transformar o Gin em negócio lucrativo no Carnaval


O Carnaval movimenta ruas e comércio em todo o país, mas nem sempre esse volume se traduz em lucro. Para quem decide empreender, controlar custos, estoque e tempo de atendimento é o que separa bons resultados de prejuízo. Entre as oportunidades que ganham força na folia, os drinks com Gin se destacam pela rapidez no preparo, boa aceitação do público e alto giro.

Consumo imediato define o que cresce na folia

Segundo Rodrigo Barbosa, docente da área de gestão do Senac em Sete Lagoas e consultor empresarial, o consumo no Carnaval atende principalmente a necessidades imediatas.
“O transporte é um dos destaques, com aumento da demanda por motoristas de aplicativo e aluguel de vans para foliões, músicos e equipes técnicas”, explica.

Além da mobilidade, crescem serviços de beleza e estética rápida, como maquiagem temática, cabelo e tranças. Na gastronomia, produtos de preparo rápido e fácil repetição ganham vantagem. É nesse ponto que o Gin entra em cena. Bebidas que exigem menos tempo de preparo tendem a vender mais em eventos de grande fluxo, porque reduzem filas e aumentam a rotatividade.

Do bar sofisticado ao copo do folião

Para Ricardo Lúcio Martin, docente do Senac em Três Corações, o crescimento do Gin no Brasil acompanha a mudança do paladar do consumidor.
“O produto ficou muito tempo associado a bares sofisticados e exigia bartender especializado. Com o tempo, o brasileiro se aproximou dessa bebida, que hoje agrada diferentes perfis de público”, afirma.

A versatilidade explica a presença cada vez maior da bebida em eventos populares. “É uma bebida leve, refrescante e que funciona bem tanto à tarde quanto à noite, o que combina em datas comemorativas”, completa.

Rapidez no preparo vira vantagem competitiva

Em blocos e festas, o tempo de atendimento impacta diretamente o faturamento. “Essa bebida é mais rápida de montar do que uma caipirinha. Em poucos segundos o drink está pronto, o que aumenta o volume de vendas”, explica Ricardo. Mas vender mais não basta. Para que o ganho se converta em lucro, o controle da dose é decisivo. “Cada mililitro economizado ao longo do dia aparece no resultado final”, diz.

Padronizar doses e usar dosador evita desperdício e ajuda a manter o sabor do primeiro ao último drink. A escolha dos insumos também pesa. Ingredientes desidratados, especiarias e gelos saborizados ajudam a manter padrão, reduzir perdas e evitar compras de última hora, comuns em operações temporárias.

Paladar brasileiro impulsiona novas combinações 

A popularização no Brasil passa pela adaptação do clássico Gin tônica ao gosto local. “O brasileiro gosta de sabores mais acessíveis. A inclusão de frutas tropicais e especiarias ampliou a aceitação da bebida”, explica o especialista.

Frutas como coco, abacaxi, maracujá e melancia aparecem principalmente nos gelos saborizados, que agregam sabor, mantêm a bebida gelada e facilitam a operação em momentos de pico.

Uma curiosidade é que o gelo saborizado permite reaproveitamento do copo com nova dose, reduz custo e mantém o drink atrativo.

Quando faturar muito não significa lucrar 

Mesmo com movimento intenso, muitos empreendedores veem o lucro escapar por falhas básicas. Entre os erros mais comuns estão bebidas de baixa qualidade, combinações sem equilíbrio, excesso de gelo e desorganização no atendimento. No Carnaval, pequenos erros se repetem muitas vezes e se acumulam rápido. “É preciso observar o comportamento do público e ajustar a operação ao longo dos dias”, orienta Ricardo.

Para o docente, o diferencial está na execução. “Um drink bem equilibrado, servido na temperatura correta e com boa apresentação cria memória. O cliente percebe a qualidade e volta”, ressalta.

Curso gratuito no Senac 
 
Senac em Três Corações, integrante do Sistema Fecomércio MG, oferece a partir de 23 de fevereiro o curso gratuito “GINS: Essência, Ciência, Coquetéis e Mercado”, com vagas limitadas. A proposta é preparar quem quer transformar o movimento em renda. Para mais informações a respeito do curso, entre em contato no telefone (35) 3239-5750.

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