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A força feminina por trás de oito restaurantes em Niterói

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Por trás de alguns dos endereços mais movimentados de Niterói, há uma história de coragem, trabalho e determinação. Antonia Aparecida dos Santos Sousa, mais conhecida como Cida, transformou uma vida marcada por desafios em um império gastronômico familiar.

Natural de Santa Quitéria, no Ceará, Cida chegou ao Rio de Janeiro aos 15 anos, com o sonho de buscar novas oportunidades. Com estudos interrompidos na 5ª série, começou a trabalhar cedo — primeiro em um bar de Ipanema, onde ganhava apenas gorjetas. Foi ali que descobriu sua paixão pela rotina de balcão e pela hospitalidade.

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De atendente a empresária

Nos anos 1990, Cida se mudou para Niterói e começou a atuar no Bar Isaura, em Icaraí, administrado por seu irmão. Poucos anos depois, o talento e a disciplina chamaram atenção: em 2000, ela se tornou proprietária do Cerol Sport’s Bar, seu primeiro negócio, aos 25 anos.

Desde então, o crescimento foi constante. Hoje, ela comanda estabelecimentos como o Bar do Siri, em Icaraí, o Portista Bar, em Santa Rosa, e o Restaurante Dona Antônia, que leva seu nome e combina menu à la carte com buffet de churrasco. Além disso, a família mantém oito restaurantes espalhados por Niterói, com a participação ativa de irmãos, sobrinhos e do filho de Cida, João Victor.

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Família, tradição e propósito

A trajetória da empresária é marcada pela união familiar. Um quadro no Portista Bar guarda a lembrança do pai, falecido em 2022, e simboliza o legado de afeto e trabalho transmitido aos filhos.

“Dividir o negócio com a família é bom, mas tem seus desafios. A gente se entende, porque fomos criados com muito respeito”, conta Cida.

Mesmo com uma rotina intensa, ela faz questão de estar presente em cada detalhe da operação — atendendo clientes, supervisionando equipes e garantindo a qualidade que se tornou marca registrada dos seus empreendimentos.

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Um exemplo de liderança feminina no foodservice

Atuar em um ambiente historicamente masculino, como o de bares e restaurantes, exigiu resiliência. “Ser mulher e trabalhar em bar é difícil, mas aprendi a me proteger e me impor com firmeza”, afirma.

Hoje, aos 50 anos, Cida sonha em levar sua marca para além de Niterói — talvez para Fortaleza ou para a Serra da Ibiapaba, sua região natal. “Não penso em parar, só quero algo mais leve, de quarta a domingo”, brinca.


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Matéria originalmente publicada em O Globo, por Maíra Rubim

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