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Das Casas Bahia a um império do café especial: a história da Sterna Café

Deiverson Migliatti, fundador da Sterna Café

Antes de se tornar o fundador de uma das redes de cafeterias mais promissoras do país, Deiverson Migliatti aprendeu sobre varejo, atendimento e gestão no chão de loja da Casas Bahia. A experiência, que começou como um simples emprego, se transformou na base de um negócio que hoje fatura R$ 80 milhões ao ano e conta com 80 unidades em operação: a Sterna Café.

“Percebi que o café era tratado com muito mais respeito em outros países. Aqui, mesmo sendo o maior produtor mundial, ainda faltava valorização. Quis criar algo que unisse qualidade, preço justo e uma experiência acolhedora”, conta Migliatti.

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Da franquia ao propósito

Depois de anos no varejo, o empreendedor mergulhou no universo das franquias. Operou mais de 30 unidades de grandes marcas — como Subway, KFC e Bon Grillê — e aprendeu sobre operação, gestão e comportamento do consumidor. Mas faltava algo: propósito.

“Eu queria criar algo com a minha cara, que tivesse impacto positivo. Mais do que vender, queria gerar sentimento e conexão”, explica.

O nome Sterna, inspirado em uma ave migratória, nasceu dessa visão de movimento e troca. E ela se reflete também na bagagem de Migliatti: três voltas ao mundo e mais de mil cafeterias visitadas em 72 países serviram de inspiração para criar um modelo brasileiro de café especial acessível.

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Cafés de excelência e acolhimento

O grande diferencial da marca está em oferecer cafés com pontuação acima de 80 pontos — os chamados cafés de excelência — a preços acessíveis. As lojas têm um clima afetivo, com receitas de família e arte nas paredes. “O bolo de maçã é da receita da minha mãe. Queremos que o cliente se sinta em casa”, conta.

A ideia foi rapidamente validada. A fidelização dos clientes atraiu investidores e, em pouco tempo, o modelo de franquias ganhou escala. Hoje, a Sterna cresce cerca de 60% ao ano e se prepara para inaugurar sua primeira loja em shopping, no Pátio Paulista, em São Paulo.

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Criatividade em tempos de crise

A pandemia foi um divisor de águas. Com o setor de alimentação fora do lar paralisado, Migliatti apostou na criatividade: lançou carrinhos itinerantes de café, kits presenteáveis e serviços de delivery. As iniciativas garantiram fluxo de caixa e abriram novas frentes de negócio.

“Aprendemos que o café pode estar em qualquer lugar — nas casas, nos escritórios, nos eventos. O segredo foi pensar fora da loja”, diz.

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Um olhar para o futuro

Com planos de chegar a 300 lojas até 2028 e 17 novas unidades previstas já para 2025, o Sterna Café quer seguir crescendo com propósito. O grupo aposta em fundos de investimento, parcerias corporativas e formatos móveis como pilares da expansão.

“Um negócio só prospera quando está conectado a pessoas. Franqueados, colaboradores e clientes são parte dessa construção. Nosso propósito é criar experiências que aproximem — e o café é o meio perfeito para isso”, resume Migliatti.



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Fonte: UOL

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