A Heineken paralisou, por tempo indeterminado, as operações de sua unidade em Ponta Grossa (PR) nesta quinta-feira (5). A decisão foi tomada de forma preventiva após um acidente rodoviário na BR-376 resultar no vazamento de lisogoma — um resíduo derivado de óleo vegetal classificado como perigoso para o meio ambiente.
O principal ponto de atenção é o risco de contaminação do Rio Tibagi, fonte estratégica de captação de água tanto para a planta industrial quanto para o ecossistema da região. O caso acende um alerta não apenas ambiental, mas também para a cadeia produtiva e o abastecimento, temas acompanhados de perto pelo Portal Foodbiz.
Entenda o acidente e os riscos ambientais
A colisão entre duas carretas ocorreu na terça-feira (3), no km 509 da rodovia. Com o impacto, parte da carga de lisogoma atingiu um córrego às margens da pista, que pode estar conectado a uma nascente do Rio Tibagi.
De acordo com o Instituto Água e Terra (IAT), a substância apresenta alta carga orgânica e concentração de metais e minerais. Quando em contato com a água, pode reduzir drasticamente o oxigênio dissolvido, afetando a vida aquática, a entrada de luz e o equilíbrio do ecossistema local.
Produção só será retomada após laudos técnicos
Em nota oficial, a Heineken informou que a suspensão das atividades é uma medida preventiva e que a retomada da produção depende da validação de laudos técnicos ambientais emitidos pelo IAT e pelas autoridades municipais.
“A produção só será retomada após a validação de laudos técnicos ambientais pelas autoridades competentes”, afirmou a companhia.
O acidente provocou o bloqueio da BR-376 por várias horas, com congestionamentos de até quatro quilômetros. Enquanto equipes da Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros atuam no monitoramento e contenção da área, a paralisação de uma das principais fábricas da região também gera impactos econômicos locais e reforça a importância da gestão de riscos ambientais na indústria de alimentos e bebidas.
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Fonte: a tarde







