“Valor total” é um conceito gerencial que muda a perspectiva organizacional, passando de uma disrupção na cadeia de suprimentos para uma busca ativa pela maximização de valor em toda a empresa. Ele é o conjunto da “Experiência total” (valor estratégico agregado ao cliente) com o “Desempenho total” (valor estratégico agregado ao negócio), para integrar de forma fluida dimensões críticas do negócio. Essas informações estão numa publicação da KPMG intitulada Beyond Resilience to Total Value.
“Ao adquirir uma visão de Valor total, a empresa consegue oferecer vantagens aos principais interessados. Todos os fornecedores e parceiros são beneficiados com a colaboração aprimorada e maior transparência. A organização alcança maior eficiência, resiliência e inovação”, explica o sócio-diretor de cadeia de suprimentos e compras da KPMG no Brasil, Juan Padial.
O documento da KPMG elenca ainda os cinco princípios fundamentais da Experiência total e do Desempenho total, para atingir o máximo de benefício que o Valor total pode agregar às instituições:
Experiência total:
1 – Centralidade do cliente: compreensão e resposta às necessidades reais do cliente.
2 – Decisões baseadas em dados: os dados precisam ser utilizados para prever mudanças na demanda e ajustar proativamente os fluxos da cadeia de suprimentos.
3 – Integração coesa: ao integrar comercial, finanças, operações, compras e estratégia, as decisões se tornam mais rápidas e os clientes vivenciam interações mais fluidas.
4 – Empoderamento dos funcionários: é preciso fornecer ferramentas intuitivas que incentivem uma cultura de propriedade e inovação, e treinar equipes para interpretar dados.
5 – Habilitação tecnológica: a tecnologia deve ser usada para simplificar fluxos de trabalho e aprimorar operações.
Desempenho Total:
1 – Desempenho financeiro: o foco está em aumentar a lucratividade, fortalecer o capital de giro e impulsionar a eficiência de custos, ao mesmo tempo em que possibilita mitigação adequada de riscos.
2 – Excelência operacional: foco na eliminação de gargalos, automatização de fluxos de trabalho.
3 – Desempenho pessoal: as organizações devem garantir que as equipes estejam equipadas com as ferramentas, dados e autonomia adequadas para tomar decisões.
4 – Inovação: é sobre repensar como o valor é entregue na cadeia de suprimentos ao explorar novas mentalidades de realização.
5 – Sustentabilidade: o foco na redução das emissões de carbono poderá gerar mudanças de modalidade e operações eficientes.
“O Valor Total pode cultivar uma visão de “uma única organização”, ajudando a garantir que todas as funções contribuam para a entrega ao cliente, colocando-o no centro das operações, gerando interações mais personalizadas e resolução proativa de problemas, enquanto os consumidores finais se beneficiam de maior estabilidade de preços e disponibilidade de produtos.”, analisa o sócio-líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, Fernando Gambôa.







