Uma máquina de mesa voltada à produção de coxinhas foi o ponto de virada para a trajetória da Bralyx, empresa paulista que hoje fatura cerca de R$ 70 milhões e já leva seus equipamentos para fora do Brasil. A história foi destaque em reportagem da PEGN (Pequenas Empresas & Grandes Negócios) e ajuda a ilustrar como inovação aplicada a hábitos tipicamente brasileiros pode gerar escala, padronização e novos mercados.
Criada em São Paulo há mais de 30 anos, a Bralyx se consolidou no mercado de máquinas para alimentos ao desenvolver a primeira máquina de mesa para a produção de coxinhas e outros salgados. Até então, a fabricação era majoritariamente artesanal e restrita a cozinhas domésticas ou pequenas produções. O equipamento abriu caminho para um modelo produtivo mais eficiente, repetível e viável para negócios de diferentes portes.
Segundo Gilberto Poleto, fundador e CEO da empresa, a inovação nasceu menos de um plano formal e mais da observação direta do mercado e da escuta ativa dos clientes. Em entrevista à PEGN, ele conta que, ao expandir a atuação para pequenos operadores com uma linha focada em massa fresca, ficou evidente uma lacuna importante. “Os próprios clientes diziam: ‘brasileiro consome muita coxinha e pouca massa fresca’”, relembra.
A leitura desse comportamento de consumo levou ao desenvolvimento de um equipamento que dialogava diretamente com a realidade do foodservice brasileiro — e foi justamente essa conexão com o cotidiano do setor que impulsionou o crescimento da marca. Hoje, a Bralyx atende desde pequenos empreendedores até operações maiores, mostrando como soluções simples, bem direcionadas e conectadas à cultura alimentar podem se transformar em vantagem competitiva.
Conteúdo adaptado a partir de reportagem da PEGN, com curadoria do Portal Foodbiz, plataforma de inteligência e informação do Instituto Foodservice Brasil (IFB).







