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Como o Natal se tornou o principal motor de vendas da Havanna no Brasil

Quando dezembro se aproxima, a disputa por espaço nas gôndolas, nos shoppings e na memória do consumidor fica ainda mais acirrada. Para a Havanna, o período vai muito além da sazonalidade típica do varejo: o Natal é, hoje, o momento mais relevante do ano para a operação no Brasil.

A marca argentina projeta encerrar o ano com uma receita combinada de R$ 550 milhões e concentra entre 16% e 20% desse faturamento apenas nas vendas de fim de ano. Um desempenho que reforça o posicionamento da Havanna como marca presenteável — estratégia que orienta decisões de produto, comunicação e expansão.

“Natal é a nossa campanha mais importante. A marca Havanna nasceu e continua com esse DNA de presente”, explica Bruna Fausto, CMO da empresa.

Boa parte desse resultado vem dos panettones recheados, categoria que se tornou sinônimo da marca no país. A Havanna foi pioneira no varejo brasileiro ao lançar, em 2008, o panettone com recheio líquido — inovação que ajudou a reposicionar o produto como item premium e impulsionar o consumo para além da mesa natalina.

A campanha deste ano começa com a Primeira Fornada da coleção 2025, que traz dez versões de panettones e uma comunicação inspirada em O Quebra-Nozes. A categoria segue relevante: são cerca de 500 mil unidades vendidas anualmente, com crescimento consistente.

Entre os destaques da coleção está o sabor Mar del Plata, que combina chocolate ao leite com caramelo salgado. Segundo Bruna, o sabor já é líder de vendas nas heladerías da marca no Brasil. A linha premium também avança com opções como pistache, limone e doce de leite zero açúcar, acompanhando o movimento de sofisticação e diversificação do portfólio.

Expansão, canais e desafios para os próximos anos

A meta da Havanna é manter, em 2025, o patamar de até 20% do faturamento concentrado no Natal e repetir o volume de vendas da categoria. Para isso, a estratégia passa por ampliar a presença nos shoppings e acelerar a entrada no varejo alimentar. A empresa pretende chegar a pelo menos 10 mil pontos de venda nesse canal.

Hoje, a rede conta com mais de 200 unidades no Brasil, majoritariamente franqueadas, e aposta no crescimento das cafeterias e na consolidação das heladerías — que já ultrapassam 50 lojas. Esse modelo amplia o contato com o consumidor e leva a marca para além do fluxo típico dos shoppings.

Com grande parte das vendas concentrada em poucas semanas, a operação exige atenção redobrada à logística, estoques e precificação. Em um mercado cada vez mais competitivo, manter relevância passa também pela experiência de loja.

“A loja é um momento-chave de conexão com o consumidor. O panettone faz parte dessa ambientação, não só como produto, mas como experiência”, resume a CMO.

Com a primeira fornada já no mercado, a Havanna entra na fase decisiva do ano apostando em distribuição, experiência e consistência de marca — elementos que ajudam a explicar por que o Natal se consolidou como o principal motor de vendas da empresa no Brasil.
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Conteúdo inspirado em reportagem publicada na Exame

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