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Ofner mantém planos de expansão nos EUA apesar do tarifaço

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A Ofner segue firme em sua estratégia de internacionalização, mesmo diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre os panetones brasileiros. Em entrevista ao Times Brasil, o CEO Denilson Moraes destacou que o impacto veio em um momento decisivo para a companhia, mas não será suficiente para frear os planos de crescimento.

Segundo Moraes, o mercado americano é uma aposta de longo prazo. Desde 2017, a marca opera a Ofner Américas e tinha no Natal de 2025 um marco importante para ampliar sua presença. “Esse tarifaço pegou um momento crucial, já que o Brasil exportou mais de 3 mil toneladas de panetone para os EUA em 2024”, explicou.

Mesmo com a pressão sobre a margem de lucro, a empresa decidiu manter a estratégia. “O importante agora é consolidar a entrada e seguir forte. Um panetone leva quase dois anos entre desenvolvimento, embalagem, P&D, clientes e cadeia de distribuição. Não podemos perder esse tempo investido”, ressaltou o executivo.

Estrutura já montada nos EUA

A operação está organizada para atender o consumidor norte-americano. Cerca de 30% dos embarques deste ano serão vendidos em uma loja temporária em Miami, enquanto os outros 70% contam com distribuição estruturada em todo o país, incluindo presença na Amazon.

Moraes destacou que o consumo de panetone entre os americanos está em crescimento acelerado, com aumento de 100% em relação à última campanha de Natal. Para ele, esse movimento reforça o potencial do produto como símbolo da tradição brasileira no exterior.

Compromisso com o cliente

Mesmo arcando com os custos adicionais, a Ofner vê a manutenção do mercado como prioridade. “Se dobramos neste ano, a meta é triplicar no próximo. Abrir mão do cliente agora seria jogar fora toda a evolução construída. Vamos assumir o tarifaço, sacrificar margem, mas garantir a continuidade da expansão”, afirmou o CEO.

No Brasil, o setor de panetones segue robusto: são mais de 45 mil toneladas produzidas anualmente, chegando a quase dois terços dos lares do país.

A Ofner aposta que essa tradição, agora cada vez mais global, continuará fortalecendo sua jornada de internacionalização.




Fonte: Times Brasil

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