A Starbucks voltou a acelerar seu plano de expansão no Brasil após superar o período de reestruturação provocado pela crise da SouthRock, antiga licenciada da marca no país. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a rede pretende inaugurar 30 novas unidades até o fim de 2026, ampliando sua presença no mercado brasileiro.
Atualmente, a Starbucks opera 113 lojas no país. A expansão marca uma nova fase da operação, agora sob gestão da Zamp, empresa responsável também pelas redes Burger King e Popeyes no Brasil.
Nova fase após a reestruturação
A operação da Starbucks passou por um período de instabilidade a partir do fim de 2023, quando a SouthRock entrou em recuperação judicial. O processo resultou no fechamento de diversas unidades e na reorganização da operação brasileira.
Após assumir a gestão da marca, a Zamp priorizou a recuperação financeira e operacional das lojas existentes antes de retomar o plano de crescimento.
Nos últimos meses, a companhia reabriu unidades estratégicas e inaugurou novos pontos, sinalizando o início de um novo ciclo de investimentos.
São Paulo concentra as primeiras inaugurações
A expansão será liderada pela Região Metropolitana de São Paulo. A expectativa é inaugurar 13 lojas até setembro, concentradas em bairros com forte fluxo corporativo e alto potencial de consumo, como Jardins, Consolação, Itaim Bibi, Pinheiros e Moema.
Entre as inaugurações recentes estão unidades nos empreendimentos JK Square, no Itaim Bibi, e HBR, em Pinheiros, além da reabertura de cafeterias nas avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini e Eliseu Guilherme.
A estratégia prioriza lojas de rua e empreendimentos corporativos, buscando fortalecer a presença da marca em regiões de grande circulação.
Estratégia acompanha movimento global da Starbucks
A retomada da expansão no Brasil acompanha a estratégia global liderada pelo CEO Brian Niccol, que assumiu o comando da Starbucks com o plano “Back to Starbucks”.
A iniciativa busca reforçar atributos históricos da marca, como a experiência dentro das lojas, a hospitalidade no atendimento e a valorização do trabalho dos baristas. Entre as prioridades também estão a redução do tempo de espera nos pedidos digitais e a transformação das cafeterias em espaços de convivência, e não apenas pontos de retirada de pedidos.
Para o foodservice, o movimento reforça a confiança da Starbucks no potencial do mercado brasileiro e sinaliza uma nova etapa de investimentos em um segmento que segue competitivo e em constante transformação.







