A Tirolez, uma das maiores fabricantes de queijos do país, vive um momento de transformação. Desde a chegada de Marcel de Barros como primeiro CEO profissional da companhia, em janeiro de 2024, a empresa vem acelerando processos internos, expandindo o portfólio e preparando sua migração para o modelo de Sociedade Anônima — movimento que, segundo o executivo, reforça a governança e abre caminhos futuros, como atração de novos sócios, captação e até um possível IPO.
Entre as iniciativas mais emblemáticas dessa fase está a primeira aquisição da história da Tirolez: a Levitare, marca especializada em queijos de búfala. Concretizada em outubro de 2025, a compra expande o portfólio em um nicho de alto valor agregado e fortalece a estratégia de diversificação.
Segundo Barros, o mercado segue aquecido por produtos especiais — tendência que ganha força tanto no varejo quanto no food service. Exemplos disso são os novos lançamentos da Tirolez, como:
- sticks de mussarela, também em versão zero lactose
- queijo coalho para air fryer, atendendo ao consumo rápido e prático
- linhas de queijos finos, como brie e camembert
A empresa também aposta no potencial de crescimento do mercado brasileiro: o consumo atual gira em torno de 7 kg de queijo por habitante ao ano, mas a perspectiva da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq) é chegar a 10 kg até 2030.
Hoje, a Tirolez está presente em 28 categorias, somando 130 SKUs — desde muçarela, ricota e requeijão até variedades premium. A estratégia inclui lançamentos concentrados em dois períodos do ano, março e setembro.
A história da marca, fundada pelos irmãos Cícero e Carlos Hegg em 1980, completa 45 anos em 2025. Ambos continuam como controladores e integrantes do conselho consultivo.
A transformação em SA, prevista para janeiro, deve marcar o próximo capítulo da companhia. Para Barros, o novo formato facilita a entrada de investidores e fortalece a profissionalização — temas que têm ganhado relevância no ecossistema do foodservice nacional.
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