A presença feminina no agronegócio brasileiro segue ganhando espaço — e novas iniciativas vêm acelerando esse movimento. Em 2026, a Cargill, em parceria com a Capal Cooperativa Agroindustrial e o movimento EVA (Elas Vivem o Agro), lança o programa “Comunidades Prósperas – Mulheres”, com foco na formação de produtoras rurais no Paraná.
A proposta é clara: fortalecer competências em gestão, liderança e sucessão familiar, temas cada vez mais estratégicos para a sustentabilidade dos negócios no campo.
O programa será executado pelo Instituto BioSistêmico (IBS) em ciclos de seis meses a um ano, combinando atividades presenciais e online. A expectativa é impactar mais de 100 produtoras ao longo de 2026, com uma agenda que inclui treinamentos, mentorias e encontros de networking.
Segundo Flávia Tayama, diretora de Sustentabilidade da Cargill, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com inclusão e desenvolvimento sustentável no meio rural. Na prática, ampliar o protagonismo feminino também contribui para cadeias produtivas mais resilientes e eficientes.
Do lado da Capal, a iniciativa se conecta a um movimento mais amplo dentro da cooperativa. Fundada em 1960, em Arapoti (PR), a organização reúne mais de 3,8 mil cooperados e atua em culturas como soja, milho, trigo, café e leite. Para Valquiria Demarchi Arns, diretora industrial da Capal, investir em capacitação feminina é também investir na continuidade e na inovação dos negócios rurais.
Os números mostram que esse avanço já está em curso. Dados do IBGE indicam que as mulheres lideram 18,7% dos estabelecimentos rurais no Brasil, o equivalente a cerca de 947 mil produtoras — com destaque para propriedades de pequeno e médio porte e agricultura familiar.
Criado em 2021, o movimento EVA atua justamente para ampliar esse protagonismo, com foco em três frentes: empreendedorismo, valorização e atualização. A parceria com Cargill e Capal reforça essa estratégia, ampliando o alcance de iniciativas voltadas à formação e à sucessão no campo.
Fonte: Cargill







