A Plenária IFB de maio, realizada no Ninho da Nestlé, reuniu lideranças e especialistas para discutir os movimentos que já começam a redefinir o foodservice no Brasil e no mundo. Entre os principais temas do encontro estiveram comportamento do consumidor, IA, conveniência, GLP-1, operação, bebidas funcionais e os aprendizados da NRA Show 2026.

A abertura foi conduzida por José Carlos Argolo, da Nestlé Professional Brasil, dando início a uma manhã marcada por dados, tendências e provocações estratégicas para toda a cadeia do setor.
O consumidor mudou — e o foodservice também
Um dos principais pontos discutidos ao longo da plenária foi a mudança estrutural no comportamento do consumidor. Segundo os estudos apresentados pela PwC e Circana, conveniência, personalização e bem-estar passaram a influenciar diretamente as decisões de consumo.
Os consumidores buscam experiências mais fluidas, refeições práticas, maior densidade nutricional e produtos que entreguem valor percebido — não apenas preço.

Durante a apresentação, Luciana Medeiros, sócia da PwC, destacou como saúde, conveniência, IA, proteínas alternativas, embalagens sustentáveis e experiência do consumidor estão entre os principais vetores de crescimento do setor global de alimentação.
Outro destaque foi o avanço da digitalização e da IA aplicada ao consumo. Os dados mostram consumidores cada vez mais confortáveis em utilizar inteligência artificial para recomendações, listas de compras e personalização alimentar.
GLP-1 e a nova lógica das refeições
Os impactos do GLP-1 no foodservice também ganharam espaço importante nas discussões. Eduardo Bueno, da Gouvêa Inteligência, apresentou estudos mostrando como os medicamentos estão acelerando mudanças no comportamento alimentar.
Mais do que redução de consumo, o mercado começa a observar mudanças na composição das refeições: porções menores, maior busca por proteínas, fibras, bebidas funcionais e opções mais equilibradas.

Segundo os dados apresentados, usuários de GLP-1 continuam frequentando restaurantes, mas fazem escolhas mais conscientes, reduzindo excessos e priorizando qualidade nutricional.
O movimento também impulsiona novas oportunidades em bebidas não alcoólicas, snacks funcionais, sobremesas menores e produtos com maior densidade nutricional.

NRA Show 2026: eficiência virou sobrevivência
Os insights da NRA Show 2026 mostraram um foodservice global cada vez mais orientado por eficiência operacional, automação e construção de experiência.
Durante o painel Conexão IFB, Cris Souza (Tanjerin), Eduardo Bueno (Gouvêa Inteligência), Ingrid Devisate e Renata Salzano (IFB) compartilharam tendências observadas em Chicago e nas visitas técnicas realizadas em Nova York e Chicago.
Entre os principais movimentos destacados:
- IA aplicada à operação;
- simplificação de cardápios;
- crescimento do off-premise;
- bebidas como plataforma de margem;
- hospitalidade como diferencial competitivo;
- e experiências mais integradas entre varejo e foodservice.
Um dos conceitos mais discutidos foi o de “eficiência emocional”: operações mais eficientes sem abrir mão da experiência, identidade e conexão humana.
Operações mais enxutas e experiências mais completas
As visitas técnicas apresentadas pela Tanjerin mostraram como diferentes marcas estão utilizando o foodservice para gerar recorrência, permanência e comunidade.
Casos como The Fresh Market, Industry City, Andros Taverna e Amped Kitchens reforçaram movimentos como:
- integração entre varejo e alimentação;
- operações compactas e eficientes;
- conveniência premium;
- cozinhas compartilhadas;
- e uso estratégico do foodservice para ativação de fluxo.
Outro destaque foi a valorização crescente de marcas com identidade forte, produtos específicos e experiências memoráveis — um contraponto direto ao excesso de padronização visto nos últimos anos.
O que fica para o foodservice brasileiro
A plenária reforçou que os desafios do setor não estão mais apenas em crescer, mas em crescer com eficiência, relevância e conexão com o novo consumidor.
Os debates apontam para um foodservice mais:
- tecnológico;
- personalizado;
- saudável;
- orientado por dados;
- e centrado em experiência.
Ao mesmo tempo, temas como hospitalidade, identidade cultural e construção de comunidade seguem ganhando força como diferenciais competitivos.

A Plenária IFB também contou com momentos de networking e conexão entre associados durante o IFB BREAK, com apoio de Red Bull, Frooty e Nestlé.

Sempre que o futuro do foodservice é discutido, uma coisa fica mais clara: operação eficiente e experiência relevante deixaram de ser escolhas separadas — agora, precisam caminhar juntas.
Nos vemos em Junho!







