A Bom Sabor S.A., anfitriã da Plenária IFB de junho, recebeu associados de diferentes elos da cadeia para mais uma edição do encontro mensal do Instituto Foodservice Brasil. O evento reuniu executivos, especialistas e lideranças do setor para compartilhar dados, analisar tendências e discutir os desafios que já impactam o presente e o futuro do foodservice.
A abertura foi conduzida por Marcio Appel, Sócio Vice-Presidente da Bom Sabor, que deu as boas-vindas aos participantes e reforçou a importância da colaboração entre indústria, distribuidores, operadores e parceiros para o fortalecimento do setor.
Inteligência de dados para decisões mais estratégicas
A programação teve início com a apresentação de Sérgio Molinari, Consultor de Foodbiz, que compartilhou uma leitura atualizada dos principais indicadores do foodservice brasileiro. A apresentação abordou a evolução do mercado, os movimentos de abertura e fechamento de estabelecimentos, o desempenho das redes e outros indicadores que auxiliam empresas a compreenderem o cenário atual e tomarem decisões mais estratégicas.
O mercado vive uma transformação estrutural
Na sequência, Luiz Braun, Diretor para Consumo e Varejo da Strategy&, consultoria da PwC, apresentou uma análise sobre as transformações que vêm remodelando o consumo no Brasil e no mundo.

O estudo mostra que o foodservice está inserido em um contexto de mudanças estruturais impulsionadas pela digitalização, inteligência artificial, desafios geopolíticos, escassez de talentos e novas demandas do consumidor.
Entre os dados apresentados, destacam-se:
- 61% dos consumidores brasileiros afirmam estar confortáveis em utilizar inteligência artificial para planejar refeições e compras de alimentos.
- 34% das empresas de varejo e bens de consumo registram crescimento de receita associado ao uso da tecnologia.
- 42% dos CEOs do setor enxergam os riscos cibernéticos como uma das principais ameaças de curto prazo.
- O estudo também aponta que 7 dos 9 limites planetários já foram ultrapassados, reforçando a necessidade de modelos de produção e consumo mais sustentáveis.
GLP-1 e uma nova dinâmica para o consumo
Outro tema que despertou grande interesse foi o avanço das canetas emagrecedoras e seus impactos sobre o foodservice.
A apresentação mostrou que consumidores usuários desses medicamentos continuam frequentando restaurantes, porém passam a consumir porções menores e buscar refeições com maior densidade nutricional, criando oportunidades para inovação em produtos, cardápios e formatos de consumo.
Segundo dados da Circana apresentados durante a plenária, os usuários de GLP-1 visitam restaurantes com maior frequência, mas reduzem o volume consumido em cada ocasião, tornando atributos como proteína, fibras e saudabilidade fatores cada vez mais relevantes para o setor.
A alimentação funcional deixa de ser tendência
As mudanças de comportamento também aparecem na composição dos alimentos.
Entre os dados apresentados:
- 60% da Geração Z procura alimentos ricos em fibras.
- Mais de 50% dos consumidores relacionam saúde intestinal ao bem-estar.
- Produtos funcionais deixam de ocupar um nicho para se consolidarem como parte da estratégia das empresas de alimentação.
Inteligência artificial deixa de ser diferencial
A inteligência artificial também ganhou espaço nas discussões.
Os exemplos apresentados mostram que a IA já está sendo utilizada para otimizar precificação, previsão de demanda, engenharia de cardápio, gestão de equipes, relacionamento com consumidores e planejamento da cadeia de suprimentos.
Entre os resultados apresentados durante a plenária estão:
- aumento de 3% a 8% na receita com estratégias de pricing dinâmico;
- previsão de demanda significativamente mais precisa para gestão de equipes;
- empresas com dados estruturados e IA embarcada alcançando múltiplos de valuation superiores em mercados mais maduros.
Pessoas continuam sendo o principal diferencial competitivo
Mesmo diante do avanço tecnológico, um dos principais aprendizados compartilhados foi que o fator humano permanece determinante para o sucesso das operações.
Entre os dados apresentados:
- 98% dos operadores americanos apontam mão de obra como sua principal preocupação.
- 54% enfrentam dificuldades para preencher posições de liderança e back-of-house.
O cenário reforça que tecnologia e hospitalidade não competem entre si. Pelo contrário: a tecnologia potencializa operações mais eficientes, enquanto as pessoas continuam sendo responsáveis por gerar experiências relevantes para o consumidor.
Conexões que fortalecem o setor
Além das apresentações, a Plenária IFB proporcionou um ambiente de troca entre executivos de diferentes segmentos do foodservice, fortalecendo o relacionamento entre os associados e promovendo discussões sobre os desafios comuns da cadeia.
O Instituto Foodservice Brasil agradece à Bom Sabor S.A. pela recepção e hospitalidade, que contribuíram para mais uma edição de sucesso da Plenária IFB.
Um agradecimento especial também à Red Bull, parceira do IFBBreak, proporcionando um momento de networking e integração entre os participantes.
Para acompanhar os principais debates e tendências que movimentam o setor, continue acompanhando o Portal Foodbiz e os canais do Instituto Foodservice Brasil.







