O Bezos Earth Fund anunciou um investimento de US$ 2 milhões na Food System Innovations (FSI), uma plataforma filantrópica norte-americana dedicada ao futuro sustentável da alimentação. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de proteínas sustentáveis com o uso de inteligência artificial (IA).
O aporte faz parte de um pacote mais amplo de US$ 30 milhões, dentro do Grande Desafio de IA para o Clima e a Natureza, que busca acelerar o uso da tecnologia em soluções concretas para problemas ambientais, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e insegurança alimentar.
A FSI está entre as 15 equipes globais selecionadas para receber os recursos. O projeto será desenvolvido em parceria com o Nectar, programa sensorial sem fins lucrativos, e pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia.
A equipe trabalha em algoritmos capazes de prever atributos sensoriais e otimizar formulações de ingredientes para novas proteínas. Combinando dados de sabor, textura e preferência do consumidor, os cientistas pretendem construir um modelo de IA que acelere o desenvolvimento e a chegada desses produtos sustentáveis ao mercado.
“Nossa pesquisa mostra que grandes modelos de linguagem podem ajustar formulações com base no feedback sensorial. Com este apoio, poderemos gerar insights práticos que melhorem o sabor e impulsionem a transição proteica”, afirmou Anna Thomas, líder técnica do projeto.
Lançado em 2024, o AI Grand Challenge é uma iniciativa de US$ 100 milhões voltada à aplicação da IA em desafios ambientais. Esta nova rodada amplia os resultados da primeira fase, que financiou projetos piloto promissores.
Outros premiados incluem a Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), que usa redes neurais para acelerar a produção de carne cultivada, e a Universidade de Leeds (Reino Unido), que desenvolve uma plataforma de IA para transformar resíduos alimentares em proteína microbiana.
Para Amen Ra Mashariki, diretor de IA do Bezos Earth Fund, o foco é claro:
“Queremos que a inteligência artificial trabalhe a favor do meio ambiente — e não o contrário. Esses projetos mostram como a tecnologia, quando guiada pela ciência e pela responsabilidade, pode fortalecer a ação ambiental e gerar impactos positivos para o planeta.”
Nos próximos anos, as equipes premiadas testarão e refinarão suas abordagens, compartilhando resultados e aprendizados para acelerar a inovação no sistema alimentar global.
Fonte: Food Bev







