FoodBiz

Praso aposta no digital para transformar o atacado foodservice

Startup criada em Recife usa inteligência artificial para conectar atacado e pequenos negócios pelo aplicativo.

A Praso, startup recifense focada na venda de produtos por atacado, está levando o abastecimento do foodservice para o ambiente digital. Por meio de um aplicativo, varejistas conseguem fazer suas compras sem precisar se deslocar até Ceasas, entrepostos ou grandes atacadistas.

O diferencial da empresa está no uso de inteligência artificial. A tecnologia desenvolvida pela Praso escaneia novos CNPJs de estabelecimentos e atua na captação de clientes com mensagens direcionadas, além de contar com um programa de indicação entre usuários. A partir do momento em que o negócio se cadastra no app, a IA passa a analisar o cardápio e sugerir ofertas personalizadas de produtos.

Na prática, se um fornecedor lança uma promoção de determinado item, a oferta é enviada primeiro para os estabelecimentos que já consomem aquele produto. Só depois o desconto é ampliado para uma base maior de clientes. A proposta é operar uma cadeia de distribuição 100% digital, com todas as etapas concentradas no aplicativo.

Atualmente, a Praso conta com dois centros de distribuição, localizados em Recife e Fortaleza, e planeja expandir sua atuação. A empresa pretende abrir um novo centro, com investimento estimado em R$ 15 milhões, como parte da estratégia de crescimento territorial.

Segundo Samuel Carvalho, um dos fundadores da startup, em entrevista ao Brazil Journal, o mercado de atacado voltado ao foodservice movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano. Desse total, aproximadamente 70% das compras ainda acontecem em Ceasas, distribuidores locais e redes atacadistas tradicionais. Já o mercado atacadista como um todo gira em torno de R$ 2 trilhões anuais, mas apenas 5% das transações são feitas por plataformas digitais.

Neste primeiro momento, a Praso foca em pequenos e médios negócios, como bares, padarias e restaurantes, priorizando cidades menores no entorno de Recife, Fortaleza e João Pessoa. A estratégia busca ganhar densidade e escala antes de avançar para novas regiões e segmentos.

A startup foi fundada em 2021 por Samuel Carvalho, que estudou em Stanford, e Fernando Alonso Bilfinger, formado em Yale — ambos com formação em ciência da computação. Em 2025, a empresa faturou R$ 270 milhões e já levantou cerca de US$ 22 milhões em investimentos, com aportes de fundos como Base Partners e Valor Capital, além do family office de Tasso Jereissati.

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Fonte: Baguete

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