A água de lúpulo já encontrou um nicho na categoria de cervejas sem álcool, mas para avançar, as marcas estão adotando estratégias típicas do universo das bebidas voltadas ao bem-estar.
Muitas vezes chamada de “LaCroix da cerveja”, a água de lúpulo é basicamente uma água gaseificada aromatizada com lúpulo — o ingrediente responsável pelo amargor e pelo aroma característico das cervejas. A bebida surgiu em 2014, criada pelo cervejeiro caseiro Paul Tecker, e acabou se tornando pioneira em um mercado que começaria a ganhar força nos anos seguintes.
Mesmo com o avanço das bebidas não alcoólicas como um todo, o crescimento da água de lúpulo ainda é tímido. Nos Estados Unidos, esse segmento movimenta cerca de US$ 28,5 milhões, de acordo com a NielsenIQ — uma fração pequena dentro do mercado de bebidas no/low alcohol, que deve atingir US$ 1 bilhão até o fim deste ano.
Enquanto a cerveja sem álcool cresceu 18% no período de 52 semanas encerrado em 25 de outubro, a água de lúpulo registrou queda de 7,3%. Para analistas, o movimento mostra que o produto saiu da fase da curiosidade inicial e agora precisa se firmar com um posicionamento mais claro.
A oportunidade pode estar justamente no apelo por bebidas mais funcionais. O consumidor vem buscando opções com menos açúcar, menos carboidratos e atributos associados ao bem-estar — algo que tem impulsionado, por exemplo, refrigerantes com prebióticos e energéticos com vitaminas. A água de lúpulo se encaixa bem nesse cenário: não contém calorias, carboidratos, açúcar ou glúten, o que amplia seu potencial entre pessoas que buscam um ritual semelhante ao da cerveja, mas com um perfil mais leve.
Segundo Kaleigh Theriault, diretora de liderança de pensamento em bebidas alcoólicas da NIQ, a desaceleração atual é parte natural do amadurecimento da categoria. Ela acredita, porém, que as marcas podem reacender o interesse ao apostar em mais sabor, funcionalidades adicionais e uma distribuição mais ampla.
“Apesar da queda atual, o posicionamento premium da Hop Water e seu apelo junto aos consumidores preocupados com a saúde sugerem um potencial de crescimento renovado à medida que as marcas inovam em sabor, funcionalidade e distribuição”, afirma Theriault.
.
Fonte: Food Dive







