Um levantamento realizado pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo, em parceria com a Nexus, mostrou um retrato interessante sobre a consciência ambiental no país.
De acordo com a pesquisa, quem mais evita desperdício e geração de lixo são os brasileiros que recebem entre 2 e 5 salários mínimos (de R$ 3.036 a R$ 7.590). Nesse grupo, 88% dos entrevistados afirmaram ter atenção a hábitos sustentáveis no dia a dia, enquanto apenas 11% disseram não se preocupar com o tema.
Entre os que ganham acima de 5 salários mínimos, 82% relataram adotar práticas sustentáveis — um índice expressivo, mas abaixo do observado na faixa intermediária de renda. Já entre aqueles que recebem de 1 a 2 salários mínimos, 78% demonstraram preocupação, e entre os que vivem com até 1 salário mínimo, a taxa caiu para 74%.
O estudo também revelou que questões econômicas, falta de informação e ausência de infraestrutura pública, como coleta seletiva, ainda são os maiores entraves para uma maior adesão a essas práticas.
No recorte geral, os dados reforçam o espaço que a sustentabilidade já ocupa no cotidiano da população brasileira:
- 81% afirmam evitar o desperdício de lixo;
- 75% dizem separar materiais recicláveis em casa;
- 22% chegam a doar ou entregar embalagens plásticas para empresas especializadas.
Esse cenário indica que, mesmo diante de desafios estruturais, a consciência sustentável vem crescendo e influencia diretamente a forma como os brasileiros consomem e descartam recursos.
Fonte: Radar Veja







