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Sustentabilidade no agro: Brasil aposta em produtividade

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A sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e se consolidou como um dos pilares centrais das políticas públicas voltadas ao agronegócio brasileiro. No Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), essa diretriz está claramente expressa em programas como o Plano Safra, o Solo Vivo e o Caminho Verde Brasil — iniciativas que integram aumento da produtividade com preservação ambiental.

A lógica é clara: garantir competitividade no campo sem abrir mão do compromisso climático. Esse alinhamento ganha ainda mais relevância em 2025, ano em que o Brasil sediará a COP 30, em Belém (PA), ampliando os holofotes internacionais sobre as práticas agroambientais do país.

O ministro Carlos Fávaro sintetiza esse novo momento:

“Estamos quebrando paradigmas. O clima preservado é um dos maiores ativos da agropecuária. Com planejamento, apoio técnico e crédito adequado, é possível produzir mais e melhor, respeitando o meio ambiente.”

Plano Safra 2025/2026: crédito mais verde

O recém-lançado Plano Safra 2025/2026 ilustra esse compromisso de forma concreta. Serão R$ 516,2 bilhões em crédito para custeio, comercialização e investimento, com benefícios ampliados para produtores que adotam práticas sustentáveis. Uma das exigências é o cumprimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta que orienta o plantio em períodos e regiões mais adequadas, reduzindo perdas e protegendo o solo.

Quem adota práticas conservacionistas, como o uso de sementes florestais ou o cultivo de cobertura na entressafra, também é incentivado financeiramente — com acesso a taxas de juros reduzidas. A lógica do programa é simples: preservar o meio ambiente reduz o custo da produção.

Apoio à regeneração e prevenção de desastres

O programa RenovAgro também amplia seu alcance, financiando ações de combate a incêndios, aquisição de caminhões-pipa e recuperação de áreas de preservação com espécies nativas. Projetos de reflorestamento e regeneração ambiental passam a contar com crédito específico, apoiando a restauração produtiva de áreas degradadas.

Já o programa Solo Vivo, em parceria com centros de pesquisa e governos locais, atua na melhoria da qualidade do solo. A iniciativa estimula técnicas de manejo que reduzem a erosão, aumentam a fertilidade e contribuem para a mitigação das emissões de carbono.

Transformação de áreas degradadas

Desde sua criação, o programa Caminho Verde Brasil já destinou R$ 21 bilhões, ao longo de três ciclos do Plano Safra, para a recuperação de terras improdutivas. A proposta é transformar áreas degradadas em espaços produtivos e ambientalmente equilibrados, com suporte técnico e crédito para viabilizar a transição.

Agro brasileiro na vitrine da COP 30

Essas ações reforçam o posicionamento do Brasil como um ator estratégico na construção de um modelo agroambiental de referência global. A expectativa é que, na COP 30, o país apresente uma agricultura de baixo carbono, tecnificada e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao unir segurança alimentar, inovação e sustentabilidade, o agro brasileiro mostra que é possível produzir com responsabilidade — contribuindo para a resiliência do planeta e a prosperidade das futuras gerações.



Fonte: Gov

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