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Vinhos e destilados europeus podem perder US$ 1,1 bilhão com tarifas nos EUA

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As negociações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia voltaram a colocar os vinhos e destilados no centro de uma disputa. O setor ficou de fora do acordo que reduziu tarifas para outros produtos, o que mantém a cobrança de 15% sobre bebidas alcoólicas exportadas ao mercado americano.

O que está em jogo

O mercado dos EUA é um dos principais destinos para vinhos, champagnes e licores europeus. Com as tarifas em vigor, associações de produtores estimam que as perdas podem chegar a US$ 1,1 bilhão. Para a França, maior exportadora do bloco, o impacto é significativo — tanto para grandes marcas quanto para pequenos produtores que dependem das vendas internacionais.

Reação do setor e da UE

Empresas como Pernod Ricard, Remy Cointreau, Davide Campari-Milano e Diageo já sentiram os efeitos no valor de mercado após a notícia. A Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas classificou a decisão como uma “imensa decepção” e pediu apoio imediato da União Europeia, além da retomada das negociações para incluir o setor na lista de isenções.

Maros Sefcovic, chefe de comércio da Comissão Europeia, afirmou que a exclusão não significa que o tema está encerrado: “Temos trabalhado arduamente nesse sentido e vamos manter a pressão para ampliar os setores beneficiados”.

Impactos globais

A situação não preocupa apenas os europeus. Fabricantes de bebidas dos próprios Estados Unidos alertam que as tarifas podem gerar retaliações da UE, afetando também suas exportações. Bares e restaurantes americanos, que dependem de vinhos e destilados importados, também sentem a pressão.

Próximos passos

Embora o acordo inicial já tenha reduzido tarifas para setores como aeronaves, farmacêuticos e cortiça, a expectativa é de que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos meses. Até lá, produtores de bebidas alcoólicas enfrentam um período de incerteza, marcado por custos maiores, pressão competitiva e risco de retração no consumo.



Fonte: Bloomberg Línea

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