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Exportações de alimentos industrializados recuam em agosto

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As exportações brasileiras de alimentos industrializados registraram queda em agosto. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor movimentou US$ 5,9 bilhões, valor US$ 300 milhões menor do que o registrado em julho — uma retração de 4,8%.

O principal fator para a redução foi a alta de tarifas dos Estados Unidos, que chegaram a 50% sobre determinados produtos. Como consequência, as compras norte-americanas somaram US$ 332,7 milhões, representando queda de 27,7% em relação ao mês anterior. Produtos como açúcares, proteínas animais e preparações alimentícias foram os mais afetados.

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Novas rotas comerciais

Apesar da retração para os EUA, o México despontou como destaque positivo, ampliando em 43% suas compras de alimentos brasileiros em agosto, o equivalente a US$ 221,15 milhões. Para a ABIA, esse movimento pode indicar uma mudança estrutural nas rotas de exportação, ainda que seja cedo para avaliar sua consolidação.

A China segue como maior compradora: o país importou US$ 1,32 bilhão, um crescimento expressivo em relação ao ano anterior. Esse resultado reforça o papel estratégico do mercado chinês, mas também alerta para a necessidade de não concentrar as exportações em poucos destinos.

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Perspectivas até o fim do ano

A ABIA projeta que, até dezembro, as perdas acumuladas nas exportações para os EUA podem chegar a US$ 1,3 bilhão, caso as tarifas se mantenham. Nesse cenário, a diversificação de mercados é considerada fundamental para manter a competitividade da indústria brasileira de alimentos no cenário internacional.

No curto prazo, o setor enfrenta desafios significativos, mas as oportunidades abertas em mercados como o mexicano mostram caminhos possíveis para reduzir riscos e ampliar a presença global dos alimentos produzidos no Brasil.



KSJAS

Fonte: Tudo em dia

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