O caju, fruta tão presente na mesa do brasileiro em sucos, doces e castanhas, conquistou espaço também no setor de cosméticos. Desde 2014, a L’Occitane au Brésil (Grupo L’OCCITANE) investe em pesquisas para transformar a chamada “carne do caju” — resíduo da produção de polpas — em óleo aplicado a produtos para pele. A proposta alia inovação e identidade nacional, dando novo destino a um subproduto antes descartado. O resultado foi a criação da linha Caju, lançada em 2016.
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Parceria com impacto social e ambiental
O projeto só se tornou viável com a parceria da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopapi RN), no Rio Grande do Norte. A cooperativa ajudou a estruturar a cadeia produtiva, garantindo renda justa a agricultores e aproveitamento integral do fruto. Para se ter uma ideia, em 2024 a Coopapi processou 15 mil kg de caju para polpas, dos quais 50 kg de resíduos foram destinados à formulação dos cosméticos.
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Sustentabilidade que gera valor
Hoje, a linha Caju representa 9% das vendas da marca, com itens como creme de mãos, sabonete massageador e sérum noturno. A eficácia é resultado de uma equipe multidisciplinar de P&D, que reúne químicos, farmacêuticos, engenheiros, biólogos e biotecnologistas. Segundo a L’Occitane, o extrato do caju ajuda na firmeza da pele e estimula a produção de colágeno, mostrando como ciência, biodiversidade e sustentabilidade podem caminhar juntas.
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Fonte: Época Negócios







