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Camil projeta retomada histórica na rentabilidade do açúcar

divulgação

A Camil Alimentos prevê um novo ciclo de recuperação na categoria de açúcar, com expectativa de atingir níveis históricos de rentabilidade já no próximo trimestre. A projeção foi feita pelo diretor-presidente da companhia, Luciano Quartiero, durante teleconferência com investidores sobre os resultados do segundo trimestre do ano fiscal de 2025, encerrado em agosto.

Segundo Quartiero, a queda dos preços internacionais tem favorecido a competitividade da empresa no mercado de açúcar, após quatro anos de forte pressão de custos. “Nos últimos dois meses, viemos em um processo de recuperação da rentabilidade. A expectativa é voltar ao nível histórico ao longo do próximo trimestre”, afirmou o executivo.

A companhia, que atua em diversas categorias — arroz, feijão, café, açúcar, massas, pescados e biscoitos — também projeta um cenário mais estável para 2026, com melhora nas margens e sem grandes oscilações nos preços internacionais.

O fornecimento de açúcar, segundo Quartiero, ainda sente os efeitos do início das operações da nova refinaria da Raízen, mas tende a se normalizar nos próximos dois trimestres. “O impacto já foi menor no último período e deve voltar aos patamares históricos em breve”, destacou.

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Café deve ultrapassar R$ 1 bilhão em vendas

Outro destaque da teleconferência foi o crescimento do segmento de café, que deve alcançar R$ 1 bilhão em vendas no ano fiscal de 2025, encerrado em fevereiro de 2026.

“O volume cresce mês a mês, e a expectativa é superar R$ 1 bilhão, considerando os preços e o desempenho atuais. Há alguns meses temos registrado boa rentabilidade, com foco na execução das vendas”, afirmou Quartiero.

Apesar da volatilidade do mercado e da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o executivo ressaltou que a Camil soube gerenciar bem o abastecimento e as oscilações de preço. “Conseguimos operar bem mesmo diante das mudanças no cenário internacional”, disse.

O desempenho positivo no café tem ajudado a compensar o resultado mais tímido do arroz — um dos produtos tradicionais da marca.

Quartiero afirmou ainda que espera uma definição sobre as tarifas até o fim de 2025. “Mesmo com foco no mercado doméstico, a manutenção ou retirada da tarifa interfere diretamente nas margens e na estabilidade de preços”, observou.

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Fonte: IstoÉDinheiro

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