A Ingredion Incorporated divulgou seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, reforçando a força de seu portfólio voltado à saudabilidade, mesmo diante de uma leve queda nas vendas líquidas. A empresa manteve suas projeções para o ano, com lucro por ação (LPA) ajustado entre US$ 11,10 e US$ 11,60. Após o anúncio, as ações da companhia registraram alta de 0,71%, fechando em US$ 120,06.
Desempenho e principais números
No trimestre, a receita líquida da Ingredion atingiu US$ 1,8 bilhão, uma redução de 2% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o lucro operacional ajustado teve leve avanço de 1%, somando US$ 273 milhões.
O destaque ficou por conta do avanço dos portfólios de clean label e redução de açúcar, refletindo o movimento global por ingredientes mais naturais e funcionais. A margem bruta cresceu 230 pontos-base, chegando a 26%, enquanto o lucro bruto aumentou 7%.
No acumulado do ano, as vendas líquidas totalizaram US$ 3,6 bilhões, com o lucro operacional ajustado subindo 12%, para US$ 547 milhões.
Estratégia e perspectivas
A companhia projeta estabilidade ou leve alta nas vendas anuais, com crescimento de dígito médio no lucro operacional ajustado. O investimento previsto para 2025 varia entre US$ 400 milhões e US$ 425 milhões, voltado à expansão das operações de amidos industriais e à melhoria da experiência digital dos clientes — um reflexo da integração cada vez maior entre inovação tecnológica e alimentação.
Segundo Jim Zallie, presidente e CEO da Ingredion, o foco da empresa segue em desenvolver soluções que conectem sabor, textura e saúde.
“Somos guiados por nossa aspiração de sermos o fornecedor preferencial de soluções de textura e saudáveis que tornam o saudável mais saboroso”, afirmou.
Zallie destacou ainda o potencial de crescimento no longo prazo, impulsionado pela busca das indústrias alimentícias por reformulações e produtos mais equilibrados.
Desafios no horizonte
A Ingredion também enfrenta riscos regionais e operacionais, com destaque para os desafios econômicos na América Latina, especialmente em Brasil e México, além de pressões inflacionárias e concorrência intensa no mercado de amidos. Questões tarifárias e eventuais interrupções na cadeia de suprimentos — como o incêndio mecânico em uma de suas fábricas em Chicago — também foram mencionadas como pontos de atenção.
Diálogo com o mercado
Durante a teleconferência de resultados, analistas questionaram o impacto do novo açúcar de cana da Coca-Cola sobre o consumo de xarope de milho de alta frutose, tradicionalmente produzido pela Ingredion. A empresa sinalizou efeito mínimo e reforçou seu desempenho positivo no segmento de Textura e Soluções Saudáveis, onde a demanda segue aquecida.
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Fonte: Investing.br







