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Varejo alimentar mira snacks proteicos e conveniência em 2026

A busca por praticidade aliada a valor nutricional deve seguir moldando o varejo alimentar brasileiro em 2026. Consumidores mais atentos aos ingredientes, à funcionalidade dos produtos e ao consumo on-the-go estão impulsionando categorias que antes ocupavam espaços menores nas gôndolas — como os snacks proteicos de origem animal.

Nesse cenário, itens como torresmo e pururuca prontos para o consumo ganham protagonismo, especialmente quando combinam apelo proteico, shelf life estendido e embalagens voltadas à conveniência. A avaliação é da Rudolph Snacks, empresa brasileira ligada ao grupo norte-americano Rudolph Foods Company, com atuação focada nesse tipo de produto.

Com operação na Região Metropolitana de Curitiba (PR) e estrutura integrada em Chapecó (SC), a companhia vem se posicionando como parceira industrial de grandes marcas do setor, oferecendo serviços que vão da fritura ao empacotamento, além de soluções de co-packing. O modelo tem atraído indústrias que buscam escala, agilidade e redução de riscos em lançamentos.

Segundo Raphael Guedes Mattos, gerente comercial da Rudolph Snacks, o ambiente para 2026 é de expansão. O crescimento do consumo de snacks proteicos e a maior abertura do varejo para categorias menos tradicionais criam espaço para empresas com capacidade industrial e foco em qualidade. A expectativa da companhia é ampliar parcerias e fortalecer sua presença no mercado brasileiro ao longo do próximo ciclo.

A aposta no co-packing acompanha um movimento mais amplo do foodservice e do varejo alimentar, no qual marcas recorrem a especialistas industriais para acelerar a entrada em novas categorias. No ponto de venda, isso se traduz em maior diversidade de produtos, posicionamento premium, embalagens mais atrativas e perfis nutricionais alinhados a hábitos de consumo mais conscientes.

A inovação também segue no centro da estratégia. Estão em desenvolvimento novos sabores, ajustes em processos produtivos e soluções de embalagem que preservem atributos como crocância, sabor e praticidade, ao mesmo tempo em que atendem a exigências crescentes de segurança alimentar e vida útil dos produtos.

Para além do Sul e Sudeste — regiões historicamente mais aderentes à categoria —, a empresa pretende avançar na distribuição nacional por meio de novas parcerias. Com a ampliação do co-packing e a assinatura de novos contratos, a projeção é de crescimento de 23% nas vendas em 2026.

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Fonte: Brasil 247

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