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Varejo alimentar enfrenta pressão operacional e aposta em IA

Crescimento de faturamento contrasta com queda no volume de vendas e pressões operacionais; integração de dados e IA se torna diferencial competitivo

O varejo alimentar brasileiro segue como um dos maiores e mais estratégicos mercados de consumo do país. Em 2025, o setor movimentou US$ 286,5 bilhões, segundo levantamento do IMARC Group, e a expectativa é que alcance US$ 471,9 bilhões até 2034, com crescimento médio anual de 5,7% entre 2026 e 2034. Essa expansão é impulsionada por fatores estruturais, como o avanço da urbanização, o crescimento da classe média, mudanças no comportamento do consumidor, a disseminação de formatos modernos de varejo e a incorporação acelerada de tecnologia, além do aumento da demanda por produtos ligados à saúde e bem-estar. Ao mesmo tempo, esse cenário amplia a complexidade da operação, exigindo decisões cada vez mais precisas sobre sortimento, preços, estoques e cadeia de suprimentos.

Um dos principais desafios do setor está na disponibilidade de produtos na prateleira e na redução de rupturas, especialmente após picos de demanda em períodos específicos, como finais de semana e feriados, que ampliam a necessidade de gestão antecipada de estoque e coordenação com centros de distribuição. Outro ponto crítico é a complexidade crescente dos sortimentos, impulsionada por expectativas variáveis dos consumidores e competição intensificada entre hipermercados, supermercados e canais digitais – fenômeno observado também em mercados maduros como Europa e América do Norte, onde margens estão sob pressão e crescimento tende a ser mais plano. Além disso, apesar do aumento nominal de receita, a desaceleração do volume físico indica que os varejistas enfrentam um consumidor mais sensível a preços e ao valor percebido, o que exige decisões comerciais mais precisas e adaptativas.

A necessidade de decisões comerciais integradas e orientadas por dados

Diante desse cenário, ferramentas tradicionais de planejamento, muitas vezes fragmentadas em planilhas e sistemas isolados, não dão mais conta da complexidade atual. Integrar decisões sobre sortimento, precificação, promoções e negociações com fornecedores, correlacionando esses fatores com demanda e movimentos de estoque, tornou-se uma necessidade estratégica para manter competitividade e resiliência.

Por exemplo, a o9 Solutions, plataforma líder em conhecimento empresarial e IA que ajuda empresas a construir modelos de planejamento, fornece aos varejistas de alimentos recursos integrados de analytics avançado e inteligência artificial na sua Gestão de Categorias. Assim, o varejista conecta o planejamento financeiro de mercadorias, o planejamento de sortimento, o planejamento de preços e promoções e o suporte às negociações com fornecedores em um conjunto integrado de fluxos de trabalho, incluindo essas decisões ao planejamento de demanda e de suprimentos. Essa abordagem permite que os varejistas avaliem estratégias de categoria no contexto de metas financeiras, sinais de demanda e restrições de oferta, ajudando as equipes a compreender trade-offs, alinhar decisões entre áreas e moldar a demanda de forma mais eficaz.

Cada mudança proposta de preço ou sortimento pode ser avaliada por meio de simulações pré-evento e análises pós-evento para mensurar o impacto comercial. As capacidades de Agentic IA da o9 também apoiam as equipes com recomendações rápidas para aprimorar os planos de categoria e comerciais de acordo com diferentes objetivos de negócio, como crescimento de receita ou maximização de lucro. À medida que equipes distintas trabalham simultaneamente em diferentes aspectos do plano de categoria, a o9 simplifica a colaboração e garante que decisões, insights e premissas fiquem visíveis em toda a organização.

Santiago Garcia-Poveda, Vice-Presidente Sênior de Varejo, Distribuição, Vestuário e Calçados da o9, afirma: “Os varejistas de alimentos querem uma única plataforma que os ajude a decidir o que vender, onde e a que preço, e a entender como essas escolhas impactam as metas financeiras e a execução da cadeia de suprimentos. Historicamente, as decisões de categoria eram tomadas por meio de processos separados, o que dificulta reagir com rapidez ou confiança. Ao conectar as alavancas comerciais em um único fluxo de trabalho e vinculá-las ao planejamento de demanda e suprimentos, capacitamos as equipes a agir mais rápido, fazer melhores trade-offs e moldar a demanda de maneiras que sustentem um crescimento duradouro”.

Caminho para o crescimento do setor 

Na visão de Adam Ben-Yousef, Vice-Presidente Sênior de Revenue Growth Management da o9, p que estamos vendo hoje entre os varejistas é uma mudança clara em direção à analytics mais avançado e suporte à decisão orientado por IA para gerenciar essa complexidade em escala. “Reunir essas decisões em um único ambiente analítico ajuda as equipes a enxergar o quadro completo: o impacto financeiro, as implicações operacionais e os resultados esperados para o consumidor. Isso permite que os varejistas se comprometam com estratégias de categoria com maior confiança em mercados que mudam com mais frequência e rapidez”.

Fonte: assessoria

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