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Mexerico aposta no Carnaval de BH para ganhar espaço no mercado de bebidas RTD

A marca mineira Mexerico escolheu o Carnaval de Belo Horizonte como vitrine estratégica para se consolidar no mercado de bebidas prontas para consumo, conhecidas como RTDs (ready to drink). A expectativa é comercializar cerca de 100 mil latas durante o período de folia, além de realizar um investimento estimado em R$ 500 mil na ampliação da produção em 2026.

De acordo com a cofundadora da marca, Maíra Colares, o foco neste momento é fortalecer a presença da Mexerico no mercado e construir uma base fiel de consumidores. Todos os recursos obtidos com as vendas, segundo ela, serão reinvestidos no plano de consolidação da empresa.

Atualmente, a Mexerico trabalha com um único sabor: um drinque feito a partir de suco natural de mexerica e maçã, cachaça branca mineira, toque de limão capeta e hortelã — sem adição de açúcar. O produto teve pré-lançamento em novembro do ano passado e, após o evento, uma pesquisa indicou que 93% dos participantes recomendariam a bebida, enquanto 85% destacaram a ausência de açúcar como diferencial competitivo.

Estratégia focada em Belo Horizonte

A comercialização em latas começa nesta semana. Até então, a bebida era vendida apenas em copos no Bar Cangote das Gerais, no Mercado Novo, em BH. A estratégia da marca é priorizar distribuidoras, ambulantes, restaurantes e cafeterias, com foco inicial na capital mineira.

Segundo Maíra, Belo Horizonte oferece um público exigente e funciona como porta de entrada para outros mercados do País. Apesar disso, já há pontos de venda interessados em cidades como Sabará, Formiga e até São Paulo, o que indica potencial de expansão nos próximos anos.

Produção terceirizada e validação de mercado

A produção da Mexerico é realizada em plantas terceirizadas em Nova Lima e Belo Horizonte, e um dos sócios tem experiência na área de controle de qualidade no setor de bebidas. Além disso, a empresa contratou a Universidade de Brasília (UnB) para realizar um estudo de mercado, que orientou tanto o desenvolvimento da receita quanto o processo produtivo.

Foram oito meses de testes até chegar ao sabor final, com teor alcoólico equilibrado e perfil cítrico, pensado para o clima da folia. A escolha da cachaça também foi baseada em pesquisa: 81% dos entrevistados afirmaram que experimentariam uma RTD à base da bebida, reforçando a decisão da marca.

A expectativa é que o Carnaval funcione como porta de entrada para criar um novo hábito de consumo no pós-folia. “Quem experimentar, vai gostar”, resume a empresária.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla de crescimento das bebidas RTDs no Brasil, tema que vem sendo acompanhado de perto pelo Portal Foodbiz, especialmente diante da busca dos consumidores por opções mais práticas e alinhadas a um estilo de vida equilibrado.

Conteúdo originalmente publicado no Diário do Comércio

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