Além da Balança: Como o “Efeito Ozempic” Está Transformando o Setor de Carnes
O impacto dos medicamentos para controle de peso (como o Ozempic e outros análogos do GLP-1) já não se restringe às farmácias. Segundo dados recentes da NielsenIQ, o comportamento de compra de proteínas no Brasil está passando por uma metamorfose silenciosa, mas profunda.
Ao contrário do que se poderia imaginar, não há uma interrupção drástica no consumo, mas sim uma mudança qualitativa no padrão de escolha do consumidor brasileiro.
Menos Volume, Mais Critério
A principal métrica afetada é o volume por visita ao PDV (Ponto de Venda). O consumidor assistido por esses tratamentos mantém uma frequência de compra elevada, porém, o “carrinho” está mais leve. A reflexão antes da compra aumentou, priorizando:
- Cortes Alternativos: Procura por carnes mais magras ou porções diferenciadas.
- Controle de Porções: Embalagens menores e fracionadas, que facilitam o preparo doméstico e evitam o desperdício.
- Praticidade: Opções que se encaixam em uma rotina de alimentação mais regrada e consciente.
O Fim da “Promoção por Volume”?
Para os varejistas e frigoríficos, a estratégia de “leve mais, pague menos” começa a perder tração para esse público específico. O preço, embora ainda relevante, agora divide o protagonismo com a comunicação educativa.
No cenário atual, o que define a venda não é apenas o valor do quilo, mas sim:
- Sugestões de Preparo: Como cozinhar aquele corte de forma saudável?
- Variedade no Mix: Oferta de cortes que fujam do óbvio.
- Orientação Nutricional: Informações claras sobre a combinação de produtos.
Oportunidade para o Varejo
O setor de proteínas precisa adaptar sua linguagem. O marketing de “churrasco e fartura” ganha o reforço da “saúde e equilíbrio”. Marcas que investirem em embalagens inteligentes e em sinalizações no PDV que expliquem o uso dos produtos estarão à frente nessa nova fase do consumo.
Fonte: maisvarejo







