O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 trouxe um resultado positivo para os vendedores ambulantes da cidade. Sem o contrato de exclusividade que antes concentrava a venda de bebidas em uma única marca, o faturamento da categoria cresceu cerca de 20% em relação ao Carnaval de 2025, segundo a Associação dos Trabalhadores Ambulantes da capital.
Ao todo, 11,5 mil ambulantes foram cadastrados pela prefeitura para atuar durante a programação oficial da festa. A expectativa inicial era de um lucro médio de aproximadamente R$ 5 mil por trabalhador ao longo do feriado. Em alguns casos, no entanto, vendedores relataram faturamentos de até R$ 3 mil por dia durante os quatro dias de celebração.
Para Adjailson Severo, presidente da associação, o resultado positivo veio mesmo com períodos de chuva durante o evento. Segundo ele, o desempenho da categoria é fruto do diálogo com o poder público e das mudanças no modelo de comercialização de bebidas.
Sem a exclusividade de uma grande cervejaria, os ambulantes passaram a ter mais liberdade para vender diferentes marcas e produtos. Isso abriu espaço para bebidas e drinks produzidos localmente, que ganharam visibilidade entre os foliões.
Entre os itens mais procurados neste ano estiveram os chamados drinks em lata, que se consolidaram como destaque de vendas. Marcas mineiras como Xeque Mate, Mascate e Lambe Lambe aparecem entre as preferidas do público e contribuíram para ampliar as margens de lucro dos vendedores.
O bom desempenho também acompanha o crescimento do próprio Carnaval da capital. Dados da prefeitura indicam aumento no número de visitantes, maior circulação nos terminais de transporte e impacto econômico superior ao registrado em 2025, especialmente no turismo e no consumo.
Antes do início da festa, levantamento do Observatório do Turismo de Belo Horizonte mostrou que 17,1% dos ambulantes estavam desempregados no momento do cadastro, enquanto 26% participavam do Carnaval como vendedores pela primeira vez.
Para a associação da categoria, a combinação entre maior fluxo de foliões, diversidade de produtos e abertura do mercado de bebidas ajudou a criar um cenário mais favorável para os trabalhadores. A expectativa agora é que o modelo adotado em 2026 sirva de referência para os próximos carnavais, mantendo espaço para marcas locais e ampliando as oportunidades de renda durante o evento.
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Fonte: icl notícias







