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Inflação sobe com impacto da guerra e pressiona alimentos e combustíveis

Foto: Michaela Kostadinova / Unsplash

Dados mostram que a inflação oficial do país registrou alta de 0,88% em março, acima das expectativas do mercado, evidenciando que os efeitos da guerra já começam a impactar os preços no Brasil, especialmente nos grupos de transportes e alimentos.

O resultado reforça a atenção do Comitê de Política Monetária (Copom), já que o cenário global mais adverso tende a manter a pressão inflacionária. Com isso, economistas e analistas avaliam que o Banco Central deve adotar uma postura mais cautelosa, com cortes mais moderados na taxa Selic e até possibilidade de pausa no ciclo antes do previsto.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE, mostram que a inflação acumula alta de 4,14% em 12 meses, se aproximando do teto da meta, que é de 4,5%. No ano, o índice já soma 1,92%.

O grupo de transportes teve a maior alta em março, com avanço de 1,64%, enquanto alimentação e bebidas subiu 1,56%. Juntos, esses dois grupos responderam por cerca de 76% do IPCA do mês.

Nos transportes, o principal impacto veio dos combustíveis, que registraram alta de 4,47%. A gasolina passou de uma queda de 0,61% em fevereiro para uma alta de 4,59% em março. O óleo diesel teve um salto mais expressivo, indo de 0,23% para 13,9%. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular apresentou queda de 0,98%.

Segundo o economista da XP Alexandre Maluf, os números já mostram um “efeito bem claro da guerra”, com pressões que vão além da geopolítica e também atingem o setor de alimentação — que havia apresentado desempenho mais favorável no ano anterior, mas agora acelera de forma significativa.

Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,94%, puxada pela alta de itens como tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%) e leite longa vida (11,74%). Já a alimentação fora do domicílio teve avanço de 0,61%, com aumento de 0,89% nos lanches e de 0,49% nas refeições.

Para ler a matéria completa, acesse o link do InfoMoney.

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